A possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ser reeleito ainda no primeiro turno já influencia as estratégias das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial.
No grupo de Lula, a avaliação é que um eventual encerramento antecipado da disputa pelo governo paulista reduziria o espaço para mobilização no maior colégio eleitoral do país. A campanha aposta em repetir o desempenho obtido em São Paulo em 2022 e pretende reforçar a presença do presidente no estado, além de contar com o apoio de lideranças como Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva.
Já aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que uma vitória de Tarcísio no primeiro turno permitiria ao governador dedicar mais tempo à campanha presidencial. A expectativa é que ele participe de agendas, comícios e ações para ampliar a presença do candidato em São Paulo e em outros estados.
Apesar dessa avaliação, integrantes da campanha petista e interlocutores de partidos de centro acreditam que Tarcísio poderá concentrar esforços na administração estadual e limitar sua participação na disputa nacional, preservando seu capital político para eleições futuras.
Especialistas afirmam que um eventual impacto da eleição paulista sobre a corrida presidencial dependerá, principalmente, do grau de envolvimento de Tarcísio na campanha de Flávio Bolsonaro. Enquanto alguns avaliam que o apoio explícito do governador poderia fortalecer o candidato do PL, outros entendem que a definição antecipada da disputa em São Paulo pode reduzir a mobilização de prefeitos e lideranças conservadoras no segundo turno.
