O anúncio do nome de Rodrigo Oliveira (MDB) para ser segundo suplente da candidata ao Senado Luizianne Lins (Rede) talvez tenha pegado alguns de surpresa. No entanto, a entrada do filho do deputado federal Eunício Oliveira na política já estava sendo articulada nos bastidores do MDB há mais de um ano.
Rodrigo Paes de Andrade Oliveira era cotado para ser pré-candidato à Câmara Federal. As articulações em torno de seu nome começaram ainda em 2025. No entanto, diante da saúde do pai, que teve um quadro de anemia em 2026, os planos mudaram, e Rodrigo foi indicado como segundo suplente de Luizianne.
A manobra do MDB e de Eunício é uma tentativa de manter o capital político do pai e permitir que o filho possa ganhar visibilidade e construir seu próprio capital, se tornando, de fato, herdeiro político de um dos nomes mais tradicionais da política cearense.
Eunício era cotado para ser um dos nomes na disputa pelo Senado na chapa governista. Em razão de sua saúde, deixou a articulação para o cargo, mas permanece na aliança governista. Até onde corre a informação, o deputado federal negociou a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), para que fique com o sobrinho, Danniel Oliveira (MDB). Já o próprio Eunício ainda não confirmou se será ou não candidato à reeleição à Câmara dos Deputados.
