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Influenciadora cearense denuncia transfobia após sofrer agressão em bar no Maranhão

Léa Reis relatou ter sido atacada por uma mulher que não conhecia; Polícia Civil investiga o caso e apura se agressão teve motivação transfóbica

A influenciadora cearense Léa Reis denunciou ter sido agredida dentro de um bar em Balsas, no sul do Maranhão, no último sábado, 8. Ela afirma que o ataque ocorreu sem qualquer interação anterior com a mulher apontada como autora e acredita ter sido vítima de transfobia. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e está sob investigação da Polícia Civil.

Léa estava em Balsas para participar do casamento de uma amiga. Depois da cerimônia, decidiu sair acompanhada de amigos para conhecer a cidade e foi a um bar. Segundo seu relato, pouco depois de chegar ao estabelecimento, foi surpreendida pela agressão.

A influenciadora publicou um vídeo nas redes sociais após o episódio. Nas imagens, aparece abalada, ainda usando o vestido longo do casamento e com ferimentos na região da boca.

“Só cheguei e simplesmente uma mulher passou por mim, eu não entendo o motivo, mas ela deu um murro na minha boca, depois outro murro na minha boca. Eu não conheço ela, não conheço ninguém que estava com ela”, relatou.

Léa afirmou que começou a sangrar após os golpes e recebeu ajuda das pessoas que estavam no local. Conforme a influenciadora, ela não conhecia a mulher nem as pessoas que a acompanhavam.

Ao tentar entender o motivo do ocorrido, Léa disse que suas amigas também teriam sido agredidas. No vídeo, ela afirmou que não havia abordado ou provocado a mulher antes do episódio e pediu que o caso seja esclarecido.

“Eu quero, eu quero justiça, gente, porque eu não entendi o que tá acontecendo […] Foi uma agressão brutalmente. Todo mundo que tava lá ficou chocado. Todo mundo que tá aqui em Balsas ficou chocado. Eu só vim pra um casamento, eu só vim pra conhecer […] Então eu passei por essa situação que, tipo assim, eu quero justiça. Não sei quem é a família dessa moça, não sei quem é… eu quero justiça”, acrescentou a influenciadora.

Versão da agressora

A agressora, identificada como sendo a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, apresentou uma versão diferente para o episódio. Em nota pública, ela afirmou que a agressão ocorreu após ela e o marido terem sofrido importunação sexual por parte da influenciadora.

“Repudio veementemente qualquer forma de preconceito ou discriminação. Contudo, não posso aceitar que uma reação legítima a uma agressão sexual seja distorcida para construir uma narrativa inverídica”, declarou.

Polícia contesta versão apresentada por agressora

A versão apresentada por Écilla, no entanto, foi contestada pela delegada plantonista Ana Marisa Barbat, responsável pelo atendimento da ocorrência. Em entrevista à TV Mirante, a delegada informou que as imagens das câmeras de segurança foram examinadas e não mostraram interação anterior que confirmasse a alegação.

“Esse fato não procede, isso não é verdade. Foram analisados segundo a segundo, quadro a quadro, e em nenhum instante, desde o início de toda a circunstância, houve nenhum tipo de provocação ou insinuação por parte da vítima”, afirmou a delegada.

A Polícia Civil ainda investiga se a agressão teve motivação transfóbica, pois, de acordo com a delegada, “com os elementos informativos preliminares colhidos, não é possível definir se houve transfobia ou não por parte da autora das lesões”.

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