Home 1 Minuto com Sérgio Machado Na busca pelo poder, onde estão as propostas de campanha?

Na busca pelo poder, onde estão as propostas de campanha?

Entre o candidato que se sai bem no cortezinho de rede social e aquele que apresenta um plano que resiste a uma conferência de dados, qual dos dois vai ser realmente cobrado até outubro?

Foto: Leandro Regueira/Band Ceará

Essa semana, a política brasileira deu um daqueles exemplos que resumem tudo. Duas notícias nacionais e um debate aqui do Ceará mostraram o mesmo comportamento, priorizando fugir da proposta e investir na encenação.

Começa com Sérgio Moro (PL). O candidato ao governo do Paraná registrou a candidatura sem mandar o plano de governo pro TSE, coisa que devia estar junto do pacote todo. O adversário Sandro Alex (PSD) percebeu a falha e correu pra Justiça Eleitoral. A resposta de Moro? Chamou tudo de “factoide” e seguiu sem apresentar o que faltava.

No mesmo dia, foi a vez de Flávio Bolsonaro (PL) se explicar. O pré-candidato à Presidência precisou postar os próprios diplomas nas redes depois que a UFRJ desmentiu uma pós-graduação que ele dizia ter. E, detalhe, estava no currículo oficial dele havia anos, sem ninguém checar. Fora isso, está com problemas no registro de campanha por ainda aparecer como filiado ao Missão.

Tem também o capítulo das faltas. No mesmo dia em que Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) se enfrentavam no debate da Band aqui no Ceará, outros quatro candidatos a governador de outros estados simplesmente não apareceram, alegando “orientação jurídica”. Moro foi um deles. Aqui no Ceará, quem ficou de fora foi Pedro Brito (Novo), que justificou a ausência como parte do “planejamento estratégico” da campanha.

E o próprio debate cearense também seguiu esse clima. Em vez de propostas novas pro próximo mandato, Ciro e Elmano passaram boa parte do tempo relembrando quem fez mais no passado sem entrar muito no que cada um pretende fazer daqui pra frente, principalmente pelo interior.

Vale lembrar que faltar a debate não é exatamente uma novidade. Já aconteceu com Lula em 2006, Dilma em 2010 e Haddad em 2018. A diferença é que agora virou praxe. Quatro faltas no mesmo domingo de estreia, todo mundo com a mesma desculpa pronta.

Entre o candidato que se sai bem no cortezinho de rede social e aquele que apresenta um plano que resiste a uma conferência de dados, qual dos dois vai ser realmente cobrado até outubro?

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