Quixeramobim chega aos 237 anos carregando uma história que merece ser lembrada, mas, sobretudo, um futuro que precisa ser pensado.
Falar desta terra é falar de coragem. E não há personagem melhor para simbolizar essa força sertaneja do que Antônio Conselheiro, um dos filhos mais conhecidos de Quixeramobim. Sua trajetória atravessou os sertões e entrou para a história do Brasil. Talvez, na sua história, esteja também um pouco da alma desta terra: a capacidade de resistir diante das dificuldades e continuar caminhando.
Quixeramobim foi construída por muitas mãos. Prefeitos, vereadores, trabalhadores, agricultores, empresários, professores, profissionais da saúde e tantos homens e mulheres que, geração após geração, ajudaram a transformar o município.
Entre essas histórias mais recentes, é justo reconhecer também Cirilo Pimenta, que dedicou grande parte de sua trajetória pública a Quixeramobim. Seu amor pela terra e sua luta pelo desenvolvimento do município fazem parte desse capítulo contemporâneo da nossa história. Ao longo dos anos, sua atuação esteve ligada a obras, investimentos e articulações que ajudaram a colocar Quixeramobim no centro de importantes projetos para o Sertão Central.
Por isso, aniversário não é apenas momento de comemorar. É também tempo de reconhecer avanços, lembrar o que ficou pelo caminho e perguntar o que ainda precisamos construir.
E muita coisa mudou.
A cidade ampliou sua estrutura de saúde e educação, fortaleceu o comércio, a indústria e a produção agropecuária e passou a ocupar posição cada vez mais importante no Sertão Central. Agora, novos projetos podem abrir um capítulo ainda maior: o campus da Uece, novas estradas, a Transnordestina, o projeto do Porto Seco, investimentos na pecuária leiteira e novas oportunidades para a economia.
Mas é preciso olhar para tudo isso com esperança e responsabilidade.
Grandes investimentos só serão verdadeiramente importantes se significarem emprego, renda, qualificação, melhores serviços públicos e qualidade de vida para a população. O crescimento precisa chegar aos bairros, aos distritos e às comunidades rurais. E os próximos governos terão o desafio de planejar uma cidade maior sem permitir que ela perca sua identidade.
Quixeramobim precisa crescer sem esquecer sua memória. Precisa modernizar sem apagar sua história. Precisa olhar para o futuro sem deixar ninguém para trás.
E talvez seja esse o grande desafio dos próximos anos: transformar as oportunidades que estão chegando em um projeto permanente de desenvolvimento.
Quixeramobim é mais do que uma cidade.
É o rio, a fé, a praça, a igreja, a feira, o sertão, a chuva esperada, o agricultor, o vaqueiro, o comerciante, o professor, o trabalhador. É a lembrança de quem partiu e o orgulho de quem ficou.
É uma cidade que a gente não apenas conhece.
A gente sente.
Aos 237 anos, Quixeramobim tem muito do que se orgulhar, mas também muito a conquistar.
Que continuemos tendo a coragem dos que vieram antes de nós para construir uma cidade cada vez mais justa, desenvolvida, acolhedora e preparada para o futuro.
Quixeramobim, 237 anos. Uma história que nos honra, um presente que nos desafia e um futuro que nos pertence.
E é por isso que eu me orgulho de ter nascido aqui.
De ser de Quixeramobim.






