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Glória Menezes: relembre os mais de 60 anos de carreira da atriz

Da televisão aos palcos e ao cinema, a atriz atravessou diferentes gerações e reuniu no currículo cerca de 40 produções televisivas, além de trabalhos no teatro e nas telas de cinema

Foto: Nelson Di Rago/Globo

Glória Menezes construiu uma carreira de mais de seis décadas e se tornou um dos rostos mais conhecidos da dramaturgia brasileira. Da televisão aos palcos e ao cinema, a atriz atravessou diferentes gerações e reuniu no currículo cerca de 40 produções televisivas, além de trabalhos no teatro e nas telas de cinema.

A atriz morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro, segundo informações da família. Glória nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1934, com o nome Nilcedes Soares Guimarães.

Antes de seguir a atuação, dedicou parte da juventude aos estudos de piano. Na década de 1950, ingressou na Escola de Artes Dramáticas, formação que deixou em 1959, um ano antes de concluir o curso. Foi nesse período que começou a trabalhar como atriz, inicialmente no teleteatro da TV Tupi.

Ainda em 1959, participou de “Um Lugar ao Sol”, na TV Excelsior, seu primeiro trabalho em novela. No ano seguinte, já usando o nome artístico Glória Menezes, atuou na montagem de “As Feiticeiras de Salém”, de Arthur Miller, dirigida por Antunes Filho.

No cinema, um dos momentos mais importantes de sua trajetória ocorreu em 1962, quando interpretou Rosa em “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. Estrelado por Leonardo Villar, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

A televisão, no entanto, concentrou grande parte de sua carreira. Em 1963, Glória protagonizou “2-5499 Ocupado”, interpretando uma presidiária. Na produção, contracenou com Tarcísio Meira, com quem se casou em outubro daquele mesmo ano.

Da união nasceu Tarcísio Filho, em 1964, que também se tornou ator. Glória já tinha outros dois filhos, Maria Amélia e João Paulo, de um casamento anterior.

Glória e Tarcísio formaram também uma parceria frequente diante das câmeras e nos palcos. Juntos, estiveram em produções como “Sangue e Areia”, “Rosa Rebelde”, “Espelho Mágico”, “Guerra dos Sexos”, “Páginas da Vida” e “A Favorita”, além da série “Tarcísio & Glória”. No teatro, um dos trabalhos do casal foi a comédia “Tudo Bem no Ano Que Vem”, dirigida por Flávio Rangel em 1976.

Em “Irmãos Coragem”, de 1970, Glória interpretou Lara, personagem que apresentava três personalidades. Também esteve em “Corpo a Corpo”, de Gilberto Braga, em 1984.

Outros dois papéis de destaque vieram sem Tarcísio no elenco. Em “Brega & Chique”, de 1987, viveu uma dona de casa pobre que recebia uma herança milionária. Três anos depois, em “Rainha da Sucata”, interpretou Laurinha Figueroa, uma socialite falida que tentava manter as aparências.

A atriz também encarou mudanças físicas para interpretar alguns personagens. Raspou os cabelos para viver uma monja tibetana em “Jóia Rara” e também para a peça “Jornada de um Poema”, de 2000, na qual interpretou uma professora que desenvolvia câncer.

Depois de cerca de duas décadas afastada do cinema, voltou às telas em 2006, com participação em “Se Eu Fosse Você”, dirigido por Daniel Filho. Em 2013, retornou ao teatro com “Ensina-Me a Viver”, sob direção de João Falcão.

Na fase mais recente da carreira, esteve em “Totalmente Demais”, interpretando Stelinha, mãe de Arthur, personagem de Fábio Assunção. Na trama, ela participa da preparação de Eliza, vivida por Marina Ruy Barbosa, para se transformar em uma estrela.

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