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Manu Pimenta defende união do Sertão Central e diz que região vive oportunidade “única em 100 anos”

Em entrevista ao Ponto de Vista, candidata a deputada estadual pelo PSB falou sobre desenvolvimento regional, trajetória política, participação feminina, causa animal e combate à violência contra a mulher

Foto: Joaquim Freitas/SerTão TV

A candidata a deputada estadual Manu Pimenta (PSB) defendeu a união política do Sertão Central e afirmou que a região vive uma oportunidade de desenvolvimento que considera “única em 100 anos”. As declarações foram dadas nesta quarta-feira, 9, durante entrevista ao programa Ponto de Vista, da SerTão TV.

Ao falar sobre a candidatura, Manu apontou a regionalização das políticas públicas como uma de suas principais bandeiras. Segundo ela, as necessidades do Sertão Central são diferentes das encontradas em outras áreas do Ceará e precisam ser tratadas a partir das características locais.

“Eu costumo dizer que a minha bandeira é regionalizar as políticas públicas, né? Porque assim, a região do Sertão Central tem demandas diferentes da região do litoral, demandas diferentes da região do Cariri”, afirmou.

A candidata também citou apoios políticos recebidos na região e resumiu o projeto eleitoral como uma tentativa de reunir lideranças locais. “Se eu pudesse resumir a minha candidatura em uma frase seria a união do Sertão Central”, declarou. Entre os nomes mencionados estão o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta; o ex-prefeito Edmilson Júnior; a prefeita de Pedra Branca, Ivonete; além de Matheus e Antônio Góes.

Transnordestina e Porto Seco

Ao abordar o desenvolvimento econômico, Manu destacou projetos em andamento na região, entre eles a Ferrovia Transnordestina, o Porto Seco e o Parque de Exposição. Para a candidata, a chegada desses investimentos exige preparação da população para as oportunidades de trabalho.

“Essa oportunidade que a gente tá vivendo aqui no Sertão Central, eu acredito que ela é única em 100 anos, né? O desenvolvimento tá chegando e chegando com força, tudo junto, é Transnordestina, Porto Seco, Parque de Exposição”, disse.

Segundo Manu, além de atrair empresas, será necessário investir em qualificação profissional. “A gente precisa preparar nossa mão de obra, a gente precisa investir para ajudar esses investidores, esses empresários a se instalarem aqui e precisa preparar os nossos jovens, nossas mulheres, nossos homens pra estarem capacitados para essa mão de obra qualificada.”

Trajetória política e reação de Cirilo Pimenta

Durante a entrevista, Manu também falou sobre a influência da política em sua trajetória familiar. Filha do prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, ela lembrou que o pai exerce o quinto mandato à frente do município e já ocupou duas vezes uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Eu cresci, né, vendo essa política, vendo a boa política ser feita”, afirmou. Manu contou que inicialmente seguiu outra trajetória profissional, formando-se em odontologia, mas passou a se aproximar diretamente da política após o casamento com Matheus Góes e a experiência em Pedra Branca.

Segundo a candidata, Cirilo inicialmente não apoiava a ideia de que a filha entrasse na disputa eleitoral. “No começo meu pai realmente não queria, porque ele sabe das dificuldades, dos desafios”, relatou.

Ela afirmou que a posição mudou depois que o pai percebeu sua disposição para disputar o mandato. Segundo Manu, Cirilo lhe disse: “Não, minha filha, eu tenho que lhe apoiar, eu tenho que lhe abençoar e eu tenho que trabalhar para você ser eleita pra representar o nosso povo”.

Experiência em Pedra Branca

Manu também destacou a experiência como primeira-dama de Pedra Branca. Segundo ela, a função permitiu uma atuação mais direta em projetos voltados principalmente às mulheres e às mães atípicas.

Entre as ações mencionadas, a candidata citou a capacitação de mais de 400 mulheres para o mercado de trabalho e a implantação da Casa do Autista.

“A Casa do Autista que começamos a atender 23 famílias e hoje já passam de 600 famílias”, afirmou.

Participação das mulheres

A representatividade feminina na Assembleia Legislativa também foi abordada. Manu defendeu a ampliação do número de mulheres em espaços de decisão e citou a atual composição do Legislativo estadual.

“A gente só tem, se eu não me engano, nove deputados estaduais, é muito pouco dentre 46. Só nove mulheres ainda é pouco”, declarou.

“Então a gente precisa cada vez mais ter mulheres em posição de tomada de decisões. Porque só nós entendemos, né, umas às outras, a gente sabe nossas dores, nossas necessidades”, acrescentou.

Violência contra a mulher

Na área de enfrentamento à violência de gênero, Manu citou a Lei Maria da Penha como um marco, mas defendeu que as políticas públicas avancem também na prevenção.

“A gente precisa agora fazer projetos não só de punição, mas de prevenção”, afirmou. Para ela, esse trabalho deve começar ainda na infância, envolvendo escolas e famílias no combate ao machismo.

A candidata defendeu ainda medidas de proteção e acolhimento às vítimas, com condições para que as mulheres possam recuperar a autonomia financeira e psicológica após situações de violência.

Causa animal

Manu também colocou a proteção animal entre as pautas de interesse para um eventual mandato. A candidata defendeu ações que vão além da castração e envolvam municípios e governos estadual e federal.

“Eu acredito que a gente tem que juntar forças, né, não ter apenas o castramóvel, mas investir também em associações, em abrigos, né, em ração, em programas do governo do estado”, disse. Ela também defendeu leis mais rígidas para casos de maus-tratos aos animais.

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