O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), inaugurou nesta sexta-feira, 11, seu comitê, na Praia de Iracema, em Fortaleza. O evento reuniu apoiadores, lideranças políticas e candidatos a deputados estaduais e federais da base, além da chapa majoritária, formada pelo vice Roberto Cláudio (União), pelos candidatos ao Senado Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União).
Durante a inauguração, Ciro afirmou que o momento representa a união de diferentes forças políticas em torno de sua candidatura. “É uma confraternização com a militância mais simpática, mais aguerrida, mais patriótica que alguém pode ter ao seu lado. É por isso que eu me comovi com o desafio a essa altura da minha vida de ajudar a unir o Ceará pra mudar”, explicou.
Segundo o candidato, o combate ao crime organizado é uma das prioridades de sua candidatura e criticou a atual gestão estadual. “Nós precisamos enfrentar o crime organizado que hoje tomou conta do Ceará com a conivência e a cumplicidade de um governo incompetente e fraco. (…) Em qualquer país do mundo, Elmano nesse momento teria que renunciar à sua candidatura, (…) ele não conseguiu resolver o problema do Bebeto do Choró (…) que está por detrás do financiamento da estrutura partidária do Elmano e do Camilo”, declarou.
Ao comentar críticas recebidas desses adversários, ele afirmou que não pretende deixar de responder aos ataques. “O Camilo Santana me chamou de moleque. Eu tenho 40 anos de serviço prestado ao Ceará. Será que eu mereço ser chamado de vagabundo, de moleque e nem sequer tenho o direito de reagir?”, questionou.
Ainda durante fala com a imprensa, Ciro criticou o uso de recursos públicos para pressionar veículos de comunicação. “Comprime a imprensa, qualquer blogueiro que não falar o que o governo quer que fale é punido com verbas públicas. São 777 milhões de reais”, concluiu.
