Em uma conversa com o amigo e repórter Erivelton Barbosa, sertanejo nato e um profissional que conhece de perto a realidade da nossa gente, surgiu uma observação que merece atenção neste período que antecede as eleições.
Erivelton costuma reservar parte do seu final de semana para percorrer o município, conversar com a população, ouvir seus apelos e perceber o sentimento das ruas. É dessa convivência que também surge uma leitura da política e do comportamento do eleitor.
Uma questão, porém, me chamou bastante atenção: ainda existe uma parcela da população que não sabe exatamente como funciona o processo de votação.
Há eleitores que não sabem quantas vezes precisarão digitar na urna eletrônica ou sequer têm clareza sobre a quantidade de escolhas que serão feitas nesta eleição. E isso merece ser tratado com responsabilidade.
Eu alcancei um tempo em que ensinar a votar fazia parte da rotina. Pessoas percorriam bairros e comunidades levando uma réplica da cédula eleitoral e explicando, de casa em casa, como funcionava o processo.
Hoje temos as redes sociais, que são importantes ferramentas de informação, mas elas não alcançam todos da mesma maneira. Por isso, rádio, televisão, jornalismo e comunicação comunitária continuam tendo um papel fundamental na orientação do eleitor.
Orientar não significa dizer em quem votar. Significa explicar o processo, esclarecer dúvidas e ajudar o cidadão a chegar à urna consciente de como exercer o seu direito.
O dia 4 de outubro poderá mostrar se a percepção de Erivelton está correta. Será importante observar os índices de abstenção, os votos brancos, nulos e aqueles que eventualmente sejam perdidos por dificuldades no momento da votação.
A democracia começa com a liberdade de escolha, mas também depende de informação.
O eleitor precisa saber em quem votar, mas também precisa saber como votar.
Essa é uma responsabilidade que não pode ser esquecida.
