A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram, nessa quinta-feira, 1º, uma nota conjunta em reação ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno, que seria realizado pela TV Globo.
As três entidades manifestaram solidariedade à emissora e classificaram as decisões judiciais que interferiram nas regras do encontro como uma “agressão à liberdade de imprensa”. Segundo a nota, as condições para a realização do debate haviam sido definidas previamente entre a Globo e os partidos.
O debate foi cancelado pela emissora após decisões judiciais alterarem as regras do programa. Entre as mudanças, houve determinação para que a Globo não exibisse um púlpito vazio destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria, e decisão que determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no confronto.
Na avaliação da ABERT, ANER e ANJ, as intervenções ultrapassaram a imposição de obrigações à emissora e afetaram a condução do debate conforme as regras estabelecidas anteriormente. As entidades também afirmaram que a alteração das condições do encontro acabou prejudicando o direito dos cidadãos de acompanhar as propostas dos candidatos que haviam sido convidados e confirmado participação.
“O direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos” foi apontado pelas associações como uma das consequências do cancelamento. A manifestação foi divulgada em Brasília e é assinada conjuntamente pelas três entidades.
Confira a nota completa:
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.
Brasília, 1º de outubro de 2026.
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
Associação Nacional de Editores de Revistas
Associação Nacional de Jornais






