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Presidente da Câmara de Juazeiro é alvo de operação que investiga crimes eleitorais

apuração busca esclarecer se a estrutura do Legislativo municipal teria sido utilizada para promover a imagem pessoal do político durante o período eleitoral

Foto: Reprodução/Câmara de Juazeiro do Norte

O presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte e deputado estadual eleito, Felipe Vasques (PSDB), foi alvo de uma operação policial nesta segunda-feira, 5, no âmbito de uma investigação sobre possíveis crimes eleitorais e peculato. A apuração busca esclarecer se a estrutura do Legislativo municipal teria sido utilizada para promover a imagem pessoal do político durante o período eleitoral.

As suspeitas envolvem o possível emprego da assessoria de comunicação da Câmara e de servidores públicos, durante o expediente, em atividades que poderiam beneficiar o presidente da Câmara de Juazeiro do Norte.

A Polícia Federal (PF) cumpriu as diligências com autorização da Justiça Eleitoral, atendendo a uma investigação conduzida pela Promotoria da 119ª Zona Eleitoral, ligada ao Ministério Público do Ceará (MPCE). Celulares, um notebook e documentos foram apreendidos durante a ação. O material deverá passar por análise para verificar se houve utilização irregular de recursos ou serviços públicos em favor do político.

O PontoPoder procurou o presidente da Câmara de Juazeiro do Norte para obter um posicionamento sobre a operação, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria.

Denúncia aponta paralisação de serviços

A investigação também apura uma denúncia encaminhada ao MPCE segundo a qual serviços da Câmara de Juazeiro do Norte teriam sido interrompidos após a Operação Aletheia, deflagrada em 2 de setembro, que também teve o presidente da Câmara entre os investigados.

Conforme a denúncia, servidores comissionados da Câmara teriam participado, durante o horário de expediente, de um evento de apoio ao presidente da Casa. A participação dos funcionários teria contribuído para a suspensão temporária de serviços do Legislativo.

O presidente da Câmara chegou a ser afastado da função durante as primeiras medidas da investigação. Cerca de duas semanas depois, porém, voltou às atividades após o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) conceder uma liminar em Habeas Corpus.

Após retornar ao cargo, o deputado estadual eleito voltou a sustentar a versão de que estaria sendo alvo de perseguição política, argumento utilizado por ele desde o afastamento.

Operação Aletheia

A Operação Aletheia foi realizada em setembro pelo Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com participação do Núcleo de Apoio Técnico à Investigação (Nati/MPCE) e apoio da Polícia Civil do Ceará.

A operação investiga suspeitas relacionadas ao direcionamento de licitações, possíveis fraudes em contratações públicas e desvio de recursos em contratos de obras e serviços de engenharia firmados pelo Município.

Na primeira fase, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Juazeiro do Norte e Barbalha. Entre os alvos estava o presidente da Câmara de Juazeiro do Norte.

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