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Lula e Flávio Bolsonaro aceitam abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico

A confirmação foi feita pelo senador cearense Camilo Santana (PT), que coordena a campanha de Lula no segundo turno, durante agenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília

Foto: Renato Pizzutto/Band

As campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) formalizaram, nesta quinta-feira, 22, um acordo para que ambos os candidatos e familiares próximos tenham os sigilos bancário, fiscal e telefônico abertos simultaneamente.

A confirmação foi feita pelo senador cearense Camilo Santana (PT), que coordena a campanha de Lula no segundo turno, durante agenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

O entendimento foi apresentado ao ministro André Mendonça, responsável pela análise do caso no Tribunal. Caberá ao magistrado autorizar o acesso às informações e solicitar os dados às instituições financeiras e às operadoras de telefonia. A previsão informada é de que o material seja divulgado ainda nesta quinta-feira.

O pedido, assinado por Lula e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, estabelece que a abertura dos sigilos ocorra de forma imediata, integral e simultânea para os dois políticos, nos termos aceitos por ambos.

A proposta teve origem no debate promovido pela Band no domingo, 18, quando Lula desafiou o adversário a tornar públicos os próprios dados sigilosos e os de seus familiares, afirmando que faria o mesmo.

Nos dias seguintes, o presidente voltou a cobrar uma resposta do senador. Na quarta-feira, 21, a equipe de Flávio apresentou 19 condições para aderir à iniciativa, entre elas a ampliação do alcance da quebra dos sigilos.

Ainda na quarta, a campanha petista declarou que aceitava as exigências. Na ocasião, Camilo Santana informou que o compromisso seria oficializado no TSE na manhã desta quinta-feira.

Mais cedo, antes da formalização do acordo, Maria Claudia Bucchianeri havia afirmado que a abertura dos sigilos de Flávio dependeria da análise dos documentos apresentados por Lula sobre os próprios dados.

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