Nas redes sociais, empresas anunciaram a suspensão de doações e projetos sociais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As manifestações começaram a circular na segunda-feira, 26, e incluem o encerramento de iniciativas como a distribuição de cestas básicas, brinquedos, roupas e outros tipos de assistência.
Os comunicados apresentam justificativas distintas. Enquanto algumas empresas mencionam dificuldades financeiras e a necessidade de reduzir despesas, outras criticam a dependência de benefícios governamentais por parte das pessoas que recebem ajuda. As publicações ganharam repercussão em meio às reações ao resultado eleitoral.
Em um dos casos, uma empresa anunciou que não promoverá mais ações de assistência social. A decisão foi divulgada em comunicado direcionado a amigos, fornecedores e clientes, no qual o estabelecimento informou que deixará de distribuir cestas básicas, brinquedos e outros tipos de ajuda.
A publicação também relembra a participação da empresa em iniciativas beneficentes ao longo de 12 anos e pede desculpas às organizações não governamentais (ONGs) e aos projetos sociais anteriormente apoiados.
“Estamos cansados de ajudar, quem não quer ser ajudado e preferem viver dos auxílios do governo!”, afirma um trecho do comunicado.
Além dos anúncios de suspensão de doações, a repercussão das eleições também provocou manifestações contra trabalhadores que apoiaram Lula. Influenciadores e usuários das redes sociais passaram a defender que empresários evitem contratar pessoas de esquerda ou demitam funcionários que manifestaram apoio ao presidente eleito.
