Home 1 Minuto com Sérgio Machado Entre alianças e disputas, lideranças cearenses reposicionam peças na janela partidária

Entre alianças e disputas, lideranças cearenses reposicionam peças na janela partidária

A janela partidária funciona mais como termômetro do que ruptura. O governismo tenta segurar a base, o centro procura ampliar espaço e a oposição se rearranja

Fotomontagem Gazeta do Povo (Carlos Gibaja/Gov. do Ceará | Valter Campanato/A. Brasil | Luis Fortes/MEC)

A janela partidária voltou a mexer com o jogo político no Ceará e, como de costume, não se trata apenas de troca de legendas. O que acontece agora é uma reorganização estratégica mirando as próximas eleições.

No campo governista, o eixo formado pelo ministro Camilo Santana (PT) e pelo governador Elmano de Freitas (PT) busca ampliar a base sem abrir fissuras internas, enquanto Cid Gomes (PSB) atua como articulador silencioso, atraindo prefeitos e lideranças em busca de estabilidade.

A lógica acompanha o cenário nacional, onde partidos tentam equilibrar alianças em meio à polarização, mas no Ceará o objetivo central é manter um bloco coeso com força no interior.

Fora desse núcleo, Ciro Gomes, agora no PSDB, tenta reposicionar seu capital político em uma faixa mais ao centro, mirando a reconstrução de pontes e a reorganização das bases municipais. A aposta é atrair quadros que não se identificam nem com o governismo petista nem com a direita bolsonarista.

No mesmo campo de cautela estratégica, Roberto Cláudio (União Brasil) observa o cenário tentando reposicionar sua imagem sem se alinhar totalmente a nenhum dos polos, refletindo um movimento que também aparece no debate nacional.

Na direita, André Fernandes (PL) amplia articulações após o desempenho em Fortaleza, buscando fortalecer o partido no interior, enquanto Capitão Wagner (União Brasil) tenta reorganizar seu grupo político depois das últimas perdas.

No fim das contas, a janela partidária funciona mais como termômetro do que ruptura. O governismo tenta segurar a base, o centro procura ampliar espaço e a oposição se rearranja.

Como se diz por aqui, ninguém está dando ponto sem nó, e os movimentos de agora devem pesar quando o calendário eleitoral começar a apertar.

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