A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma o quinto ano consecutivo de expansão da atividade econômica, embora represente o desempenho mais modesto da série recente.
Nos quatro anos anteriores, o país havia registrado taxas iguais ou superiores a 3%, com destaque para 2024, quando o PIB avançou 3,4%. O ritmo mais moderado em 2025 já era esperado por analistas, que vinham projetando uma desaceleração diante do ambiente de juros elevados adotado para conter a inflação.
O percentual fechado no ano ficou exatamente em linha com a mediana das estimativas do mercado financeiro, de 2,3%, conforme levantamento da agência Bloomberg. A leitura reforça a percepção de que a economia entrou em trajetória de acomodação após um ciclo mais intenso de crescimento.
Os números do quarto trimestre também indicam perda de dinamismo. Entre outubro e dezembro, o PIB variou apenas 0,1% em relação aos três meses anteriores, praticamente estável. O dado também coincidiu com a projeção central dos analistas consultados pela Bloomberg.
Especialistas classificam o movimento como uma desaceleração gradual, sem sinais de retração brusca. A política monetária restritiva, com taxas de juros em patamar elevado ao longo do ano, é apontada como principal fator para a redução do ritmo de expansão.
Apesar do arrefecimento, o resultado mantém a economia em terreno positivo e consolida um ciclo de cinco anos seguidos de crescimento, ainda que em velocidade menor do que a observada no período pós-pandemia.




