O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) deverá analisar, na próxima quinta-feira, 30, a disputa envolvendo o posicionamento da Federação União Progressista nas eleições estaduais. A ação foi apresentada pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas, que pedem a anulação da convenção da federação por divergências sobre o apoio à chapa majoritária no Ceará.
O relator do processo, desembargador eleitoral Wilker Macêdo Lima, determinou nesta terça-feira, 28, que a Federação União Progressista e o Ministério Público Eleitoral se manifestem no prazo de um dia. Após essa etapa, o caso será levado para julgamento durante a sessão do TRE-CE marcada para quinta-feira, 30.
Na decisão, o magistrado destacou a urgência da análise, considerando que o calendário eleitoral se aproxima do encerramento do período destinado às convenções partidárias.
Apesar do pedido dos partidos para que os efeitos da convenção fossem suspensos imediatamente por meio de uma liminar, o relator optou por não decidir de forma individual antes de ouvir todas as partes envolvidas no processo.
Na ação, União Brasil e Progressistas sustentam que a deliberação da federação não poderia contrariar as decisões tomadas nas convenções estaduais de cada partido. As atas aprovadas pelas duas legendas registraram apoio à Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB), responsável pela candidatura do governador **Elmano de Freitas** à reeleição.
Em sentido contrário, a convenção da Federação União Progressista definiu apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB). Os defensores dessa posição argumentam que a decisão da federação possui caráter soberano e prevalece sobre as deliberações individuais dos partidos que a integram.
Com o impasse sem solução no campo político, caberá agora à Justiça Eleitoral decidir qual posicionamento deverá prevalecer.





