O Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), denunciou, nesta segunda-feira, 14, 13 acusados por pirataria de conteúdo audiovisual e lavagem de dinheiro em plataformas de streaming clandestinas. Segundo a operação Endpoint, deflagrada em novembro de 2025, o grupo administrava as marcas “DezPila”, “Tyflex” e “Onlyflix”, oferecendo filmes, séries e programação televisiva sem autorização, com planos de assinatura entre R$ 10 e R$ 90. A divulgação dos serviços acontecia por meio de sites, redes sociais, WhatsApp e Telegram, com pagamentos processados por empresas de checkout e gateways.
As investigações apontaram a existência de núcleos responsáveis por programação, marketing e suporte financeiro, utilizando “laranjas”, empresas de fachada e sociedades registradas no mesmo endereço fiscal. Também foram identificadas movimentações em criptoativos, conversões em moeda corrente e uso de maquinário de mineração para realizar transações com criptomoedas e dificultar o rastreamento dos valores.
Os denunciados vão responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e violação de direitos autorais.
Operação Endpoint
Deflagrada em 11 de novembro de 2025, a operação Endpoint cumpriu cinco mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e mais quatro cidades do Ceará, além de Alagoas e Santa Catarina. A ação resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos, carteiras físicas de criptomoedas, cerca de R$ 50 mil em espécie e 217 máquinas de mineração.






