Home 1 Minuto com Sérgio Machado Senado no Ceará: essa vaga o eleitor ainda não decidiu

Senado no Ceará: essa vaga o eleitor ainda não decidiu

Você vai eleger dois senadores, e eles precisam ser nomes diferentes. Se repetir o número, anula o segundo voto. Se deixar em branco, abre mão de escolher quem vai brigar em Brasília por recurso para hospital, estrada, água e universidade no interior

Foto: Fernana Barros | Samuel Setubal | Fernanda Barros | FCO Fontenele/O Povo Mais

A quatro dias da eleição, a corrida pelas duas cadeiras do Ceará no Senado segue indefinida.

No Datafolha (22 a 24/9), Cid Gomes (PSB) tem 23%, Capitão Wagner (União Brasil) 20% e Luizianne Lins (Rede) 19%, um empate técnico entre os três. A Quaest (19 a 22/9) repete o desenho: 25%, 21% e 19%. Na AtlasIntel (23 a 28/9), Cid marca 26,3%, Luizianne 25,7%, Wagner 21,7% e Alcides Fernandes (PL) 18,5%. Na Real Time Big Data (21 a 24/9), Cid tem 26%, Luizianne 21%, e Wagner e Alcides, 20% cada.

Cid aparece numericamente na frente em todos os institutos, mas a segunda cadeira ainda não tem dono.

E não é só aqui. O Nordeste elege 18 senadores nos seus nove estados. Segundo análise do podcast As Cunhãs, só sete dessas vagas têm favoritos claros, quase todos nomes conhecidos e com cargo. Entre eles estão Rui Costa (PT), na Bahia, Cid, no Ceará, João Azevêdo (PSB), na Paraíba, e Renan Calheiros (MDB), em Alagoas.

O resto está em aberto, porque senador é o cargo que o eleitor decide por último, muitas vezes na fila da seção.

Quando a Quaest pergunta sem mostrar a lista de nomes (não estimulada), 65% dos cearenses não conseguem citar um candidato. E veja o caso Alcides: 8% na Quaest, 9% no Datafolha, 18,5% na Atlas e 20% na Real Time. Uma distância desse tamanho mostra voto frouxo. Ele ainda pode ir para quem “puxa” mais, que costuma ser o candidato a governador, o prefeito ou a liderança do bairro.

Tem outro detalhe que pode pesar mais do que qualquer pesquisa, que é a questão dos dois votos. Em levantamento nacional da Quaest, feito entre 24 e 27/9, 45% dos brasileiros ainda não sabem ou erram quantos senadores vão escolher. Esse número até melhorou, porque, no começo de agosto, eram 66%, e só 28% das mulheres conheciam a regra.

Você vai eleger dois senadores, e eles precisam ser nomes diferentes.

Se repetir o número, anula o segundo voto. Se deixar em branco, abre mão de escolher quem vai brigar em Brasília por recurso para hospital, estrada, água e universidade no interior. Em eleição polarizada, voto anulado e abstenção também decidem, só que sem você.

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