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Câmara dos Deputados terá mudanças em 2027, mas mantém maioria masculina e branca

O resultado aponta alterações na distribuição das bancadas partidárias e um crescimento da representação feminina

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

As eleições de 2026 definiram os 513 deputados federais que ocuparão as cadeiras da Câmara dos Deputados a partir de 2027. O resultado aponta alterações na distribuição das bancadas partidárias e um crescimento da representação feminina. Apesar disso, homens e pessoas brancas continuam predominando entre os parlamentares eleitos, assim como candidatos com formação superior. As informações são do portal JOTA.

O Partido Liberal (PL), legenda do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, ampliou sua presença no Legislativo e garantiu 121 cadeiras, 23 a mais que em 2022. O Partido dos Trabalhadores (PT), ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elegeu 70 deputados, um a mais que no pleito anterior. Considerando também o PV e o PCdoB, que integram a Federação Brasil da Esperança, o grupo reúne 88 representantes.

Outra mudança está na quantidade de mulheres eleitas. Em 2022, elas conquistaram 90 vagas na Câmara. Para a próxima legislatura, o número subiu para 109, embora ainda represente pouco mais de um quinto do total de parlamentares.

Na composição racial, por outro lado, a participação de pessoas negras, indígenas e amarelas apresentou redução conjunta de 1,4 ponto percentual em relação à eleição anterior. Os candidatos brancos ampliaram sua presença, enquanto os pardos, segundo maior grupo racial da Casa, corresponderão a 20,7% dos deputados.

PL amplia vantagem e lidera bancadas partidárias

O PL encerrou a disputa com a maior bancada da Câmara, somando 121 deputados eleitos. O resultado representa um avanço de 23 cadeiras em comparação com 2022.

Na segunda posição aparece o PT, com 70 representantes. Embora o crescimento individual da legenda tenha sido de apenas uma cadeira, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, alcançou 88 vagas.

O União Brasil ficou na terceira colocação, com 46 deputados eleitos, 11 a menos do que na eleição anterior. O PP também registrou queda, passando de 47 para 41 representantes.

União Brasil e PP integram a Federação União Progressista, que totalizou 87 cadeiras. O resultado deixa o grupo uma vaga atrás da Federação Brasil da Esperança.

Mulheres ampliam representação, mas seguem em minoria

A próxima legislatura terá 109 mulheres entre os 513 deputados federais, o equivalente a 21,2% da composição da Casa. Os homens ocuparão as outras 404 vagas.

Em relação a 2022, quando 90 mulheres foram eleitas, houve um aumento de 19 representantes femininas. Apesar do avanço, elas continuarão ocupando pouco mais de um quinto do Parlamento, evidenciando a diferença de participação entre homens e mulheres na política nacional.

Deputados brancos aumentam participação na Câmara

O levantamento racial aponta que 374 deputados eleitos se autodeclararam brancos. Eles representam 72,9% dos parlamentares, ante 71,3% registrados na eleição de 2022.

Os candidatos pretos e pardos somam 135 eleitos, correspondendo a 26,7% da Câmara. Na disputa anterior, esse grupo havia conquistado 139 cadeiras.

A representação indígena e amarela também será reduzida. Juntos, esses grupos terão quatro parlamentares: três indígenas e um amarelo, o deputado federal Kim Kataguiri, eleito pelo partido Missão.

Em 2022, oito candidatos desses dois grupos haviam sido eleitos, o dobro do total registrado no pleito de 2026.

Faixa etária entre 41 e 50 anos concentra maior número de eleitos

O perfil etário dos deputados federais apresentou poucas mudanças em comparação com a legislatura eleita em 2022. A faixa dos 41 aos 50 anos permanece como a mais numerosa, reunindo 32% dos parlamentares eleitos neste ano. Na disputa anterior, o percentual era de 29,4%.

Considerando os candidatos eleitos com idades entre 31 e 60 anos, o grupo representa 73,7% da composição da Câmara.

Entre os nomes eleitos, Alvinho Lira (PP), filho do ex-presidente da Câmara Arthur Lira, tem 20 anos e figura como o deputado mais jovem eleito para a próxima legislatura.

Ensino superior predomina entre os parlamentares eleitos

A formação acadêmica também se destaca no perfil dos futuros deputados. Dos 513 eleitos, 421 declararam possuir ensino superior completo. Em 2022, esse número havia sido de 426.

Na outra ponta, cinco parlamentares eleitos não possuem formação no ensino fundamental, conforme os dados apresentados.

Os números indicam que a Câmara continuará sendo composta majoritariamente por pessoas com escolaridade elevada, embora haja uma pequena redução no total de representantes com diploma universitário em comparação com a eleição anterior.

Políticos de carreira, empresários e profissionais do Judiciário estão entre os principais grupos

As ocupações declaradas pelos eleitos mostram a predominância de pessoas que já atuam na política, além de empresários, comerciantes e profissionais ligados ao sistema de Justiça.

Em conjunto, esses grupos correspondem a 68% dos deputados eleitos em 2026. Na eleição de 2022, a participação era de 73,7%.

Os políticos de carreira, que já exerceram mandatos eletivos, representam 44,6% da nova composição da Câmara. Empresários e comerciantes aparecem na sequência, com 12,7% das vagas, um crescimento de 2,9 pontos percentuais em relação ao pleito anterior, segundo os dados apresentados.

Os profissionais do Judiciário completam o grupo das ocupações mais frequentes, correspondendo a 10,7% dos parlamentares eleitos.

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