A oposição cearense acredita que poderá realizar um acordo com o deputado estadual Capitão Wagner (PR), a fim de viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado, já que não acredita na desistência do deputado ao cargo.
Em declaração ao Jornal O Povo, o parlamentar destacou que poderá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A declaração foi realizada após o senador Tasso Jereissati (PSDB) impor algumas condições para a candidatura de Wagner, como o veto a presença do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) no palanque da oposição.
Capitão Wagner, no entanto, é contrário a Jereissati. Seu principal argumento é a defesa de palanque aberto, como também, ressalta que não quer se comprometer com o governador de São Paulo, o que afetaria seu eleitorado, que simpatiza com a candidatura de Bolsonaro à Presidência da República.
Confira o que disseram alguns aliados políticos de Wagner sobre o assunto:
Ex-conselheiro do extinto TCM, Domingos Filho:
“Eu acho que o Capitão Wagner não descartou completamente essa questão. Ele é a prioridade das oposições. O que ele está querendo, e com justa razão, é definir um conjunto de metas e estruturas em que os partidos possam contribuir para a campanha”, disse o ex-conselheiro do extinto Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM, Domingos Filho.
Vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR):
“Ele foi transparente e colocou um assunto que poderia estourar na campanha. Foi colocada a questão do palanque aberto. E o Wagner não é Bolsonaro, mas a militância que apoia ele, que vai a todo lugar, é uma militância que tem simpatia pelo Bolsonaro. Aí o Tasso disse que fica difícil”.
O vice-prefeito ainda ressaltou que, na última semana de janeiro deverá ocorrer a próxima reunião com Tasso e, na oportunidade, tudo vai ser “conversado” novamente.
O deputado de oposição Roberto Mesquita (PSD) comenta o assunto afirmando que, o grupo adversário ao governador Camilo Santana (PT) está encontrando dificuldades para lançar um nome porque não foi feito um programa com a participação de todas as lideranças. O grupo, segundo ele, foi prejudicado com as desistências de Eunício Oliveira (MDB) e Tasso Jereissati (PSDB).
“Os líderes da oposição deveriam ter construído um projeto para a campanha há tempos. O governador fazendo campanha e a oposição parada. Isso cria uma fragilidade muito grande”, pontua.
Repórter Ceará com informações do O Povo Online




