Em entrevista concedida ao Estadão, o governador Camilo Santana (PT), defende que, caso o cenário de eleições sem o ex-presidente Lula seja confirmado, o Partido dos Trabalhadores deveria apoiar a candidatura de ex-ministro Ciro Gomes (PDT), indicando o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) a vice.
Camilo ressaltou que “sempre” tem “colocado que Lula é vítima de uma grande injustiça”, mas também considera que o momento não é de radicalismo. “Sei que o desejo de todos nós era o Lula poder ser candidato. Mas entre querer que ele seja candidato e a realidade atual existe uma ponte muito grande […] Parto do princípio de que o PT, sem dúvida nenhuma, é hoje o maior partido deste País. Agora, não acredito que vão deixar o Lula ser candidato. Isso é um fato. Não adianta a gente se enganar. Acho que ele poderá contribuir muito nesse processo eleitoral, mas não como candidato. Não permitirão isso. E penso que o Ciro é hoje, sem dúvida nenhuma, o principal nome para unir as esquerdas e garantir as conquistas sociais alcançadas durante os 12 anos do PT no poder. Ciro sempre foi um aliado fiel. Negar isso acho que seria injusto. Acho que o PT tem uma grande oportunidade de fazer esse debate. Não podemos nos isolar. O momento é de união, não de isolamento. O momento não é de radicalismos, isso não vai levar a nada. O momento é de reflexão, serenidade, desprendimento. Acho que quem pensa de verdade no partido, na sua história de luta, de conquista, não pode apostar no isolamento suicida”.
Repórter Ceará




