Pela terceira vez consecutiva, a prefeitura de Quixeramobim extrapolou o limite de gastos com o funcionalismo público estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 54%.
O relatório de gestão fiscal do quadrimestre que compreende os meses de janeiro, fevereiro, março e abril foi divulgado na última quarta-feira, no mesmo dia em que a Câmara Municipal arquivou o pedido de impeachment do prefeito Clébio Pavone por suspeita de descumprimento da LRF no ano de 2017.
De acordo com o relatório, a prefeitura gastou mais de R$ 93 milhões somente com o pagamento de funcionários, o que representa 63,5% das receitas líquidas do município ou 9,5 pontos percentuais acima do limite estabelecido.
Nos primeiros quatro meses do ano de 2017, a prefeitura apresentou um balanço de gastos positivo, com cerca de 48% das receitas do município destinado ao pagamento de servidores ou menos seis pontos percentuais abaixo do limite.
Mas no segundo quadrimestre daquele ano o saldo foi negativo, com 56,5% das receitas gastas com a folha de pagamento da prefeitura.
Contudo, o pior resultado seria alcançado nos últimos quatro meses de 2017, quando a prefeitura chegou a gastar com o funcionalismo público mais de 64% das receitas líquidas do município.
Quanto mais a prefeitura gasta com o pagamento de funcionários, menos dinheiro sobra para os investimentos em Saúde, Educação, Infraestrutura, Cultura, Habitação Social, etc.
Repórter Ceará




