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Fortaleza terá mais de 2.500 câmeras de videomonitoramento até o fim do ano

A quinta maior cidade do Brasil terá mais de 2.500 câmeras de videomonitoramento em funcionamento nos principais bairros da Capital até o fim de 2018. O incremento no aparato de segurança pública foi anunciado pelo governador Camilo Santana, nesta terça-feira (3), em solenidade na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), como parte do projeto “Zoom: cidade + segura”, que vai expandir o sistema de videomonitoramento de Fortaleza. A instalação é gradual e os primeiros equipamentos já começam a operar, a partir de hoje, na AIS 1, que compreendem os bairros Aldeota, Cais do Porto, Meireles, Mucuripe, Praia de Iracema, Varjota e Vicente Pinzon. Até setembro, todas as 10 Áreas Integradas de Segurança (AIS) serão contempladas.

“O objetivo dessas câmeras é monitorar e intimidar ações criminosas na Capital e no Interior do Estado”, disse o governador Camilo Santana. “É uma ferramenta tecnológica na qual estamos investindo fortemente, pra garantir mais segurança à população. O nosso objetivo é prevenir que os crimes aconteçam, que com a presença das câmeras quem tiver a intenção de cometer um ato ilícito pense duas vezes antes de fazer, porque sabe que pode estar sendo monitorado”, completou.

Ao todo, serão 589 novos equipamentos, entre eles os com giro de 360 graus, visão noturna e capacidade de identificar veículos furtados e roubados através da leitura de placas. Com os atuais 1.403 equipamentos, o sistema chegará a 1.992 espalhadas por vias de maior fluxo na cidade, até setembro próximo, apenas em Fortaleza, com a integração das imagens das câmeras do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Prefeitura de Fortaleza e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) às da SSPDS. Uma segunda fase prevê ainda a instalação de mais 551 câmeras, alcançando 2.543 dispositivos, até o fim de 2018.

“Hoje temos tecnologias, os chamados analíticos, que são inteligências artificiais que já nos dão mais informações sobre a ocorrência, o que diminui o tempo de decisão do policial de abordar ou não”, frisou o secretário André Costa, ao falar sobre o sistema utilizado pelas câmeras. Segundo o titular da pasta, a tecnologia desobriga o agente de segurança de observar veículo por veículo, e avaliar se se trata de um automóvel roubado. “O sistema já nos dá essas informações automaticamente”, destacou.

Além do aumento de câmeras, as sedes do Batalhão de Polícia Militar de cada uma das dez Áreas Integradas de Segurança da Capital serão equipadas com uma sala de comando e controle e toda a tecnologia disponível para realizar o acompanhamento das imagens e informações geradas pelo sistema de videomonitoramento. As imagens capturadas serão analisadas em tempo real e irão agilizar o atendimento das ocorrências, aliadas ao trabalho dos policiais nas ruas. O material captado pelos novos equipamentos irá permitir ainda a reunião de dados fundamentais para auxiliar no trabalho de investigação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

André Costa destacou ainda a criação de um banco de faces, para identificar infratores através da tecnologia. “Estamos testando a montagem de um banco de faces, para que possamos fazer o reconhecimento facial por meio dessas câmeras. Vamos montar um banco de pessoas foragidas e mesmo que não haja o reconhecimento por parte do policial, se essa pessoa for visualizada por uma câmera, ela será reconhecida”, adiantou.

Uma segunda fase da expansão, com mais 551 câmeras, será realizada até o fim do ano, subindo o número de 1.403 para 2.543. Estas câmeras são de projetos diversos, como as torres de vigilância em parceria com a Prefeitura, entre outros. Em 2015, o Governo do Ceará iniciou o projeto de videomonitoramento em Fortaleza com apenas 164 câmeras na SSPDS. Com a chegada do reforço, o número de equipamentos saltará para mais de 15 vezes do número inicial, em três anos. Todas as imagens serão interligadas à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), em Fortaleza.

Repórter Ceará

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