Imediatamente após a denúncia de abusar de um jovem de 17 anos, o padre Raimundo Nonato da Silva, da Arquidiocese de Fortaleza, foi suspenso do uso de Ordem Sacra. A entidade expediu o decreto no último dia 20 de abril.
A suspensão impede que o padre realize qualquer sacramento na Igreja Católica. O processo canônico segue para o Vaticano, enquanto o processo civil será julgado na esfera a que compete.
O adolescente prestava serviços à comunidade na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, desde os 13 anos. O jovem relata que, neste ano, quando começou a trabalhar, “o novo padre pediu que eu continuasse com meus serviços. Logo ele começou a ‘dar em cima de mim’, e fiquei surpreso”.
Ainda segundo o jovem, tudo começou por WhatsApp, com propostas de compra de celular e de altos valores em dinheiro: “Eu não aceitei, porque nenhum dinheiro compra o meu sossego, algo que não tenho há 3 meses, quando tudo isso começou. Logo no dia que eu cheguei à paróquia, ele me quis como secretário particular e foi quando começaram mesmo os assédios”, disse.
A partir disso, o assédio começou a ficar mais intenso, com o envio de fotos das partes íntimas do sacerdote para o adolescente, e pedidos para que eles ficassem juntos e que o jovem também enviasse imagens com as fotos dos órgãos sexuais.
O adolescente é homossexual e acredita que isso também ajudou para que o assédio acontecesse. “Ele queria que eu deixasse meu namorado, que é mais velho, para ficar com ele, e eu nunca quis por ele ser um padre e isso não é certo”, afirma.
“Fiz boletins de ocorrências e fui até a arquidiocese de Fortaleza para contar do ocorrido. Não tenho mais contato com ele desde então, mas parece que ele está morando no interior do Ceará”, afirma o garoto, que realizou a denúncia do padre, juntamente com sua mãe, após as festas de São José.
Repórter Ceará




