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Manifestação na Unilab termina com reitor e estudantes na sede da Polícia Federal

Uma manifestação realizada pelos estudantes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), localizada em Redenção (a 55 Km de Fortaleza), terminou em tumulto na noite de ontem,7. O protesto realizado no saguão do Campus da Liberdade, pedia a revogação da decisão da reitoria de retirar as assistências à moradia e à alimentação de todos os novos alunos estrangeiros que ingressassem por meio do processo seletivo em aberto.

De acordo com a versão dos estudantes, ao sair do campus durante a manifestação, o reitor, médico Anastácio Queiroz, foi abordado por alunos que pretendiam entregar uma nota assinada pelos movimentos estudantis. Os alunos contam que, na tentativa de entrar no carro, Anastácio teria empurrado três estudantes que o rodeavam, gerando um tumulto no local. Em seguida, o reitor teve seu carro cercado por alunos que o impediram de deixar o campus.


Após Anastácio acionar a Polícia Militar, negociações foram conduzidas em um galpão ao lado do Campus da Liberdade. Depois das negociações, o reitor, duas estudantes – que supostamente foram empurradas – e alguns professores da instituição foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Fortaleza onde prestaram depoimentos ao delegado federal Gustavo Colares.

De acordo com a assessoria da Unilab, o reitor foi voluntariamente à sede da PF “para prestar esclarecimentos” sobre o ocorrido. “Ele está muito cansado, foram momentos de extrema tensão, e somente na segunda-feira (10) vamos nos reunir para emitir uma nota da universidade sobre os auxílios e o fato desta sexta-feira”, diz.

Indisponibilidade orçamentária

Publicada na última quarta-feira, 5, em forma de aditivo que altera o edital de seleção de novos alunos estrangeiros, a decisão da reitoria retira a possibilidade desses novos alunos de pleitear bolsas de assistência estudantil de moradia e alimentação. O valor da assistência estudantil que os alunos estrangeiros recebem gira em torno de R$ 530,00 por beneficiado. De acordo com os estudantes, esse auxílio é fundamental para a permanência dos alunos africanos no país.

A universidade alega “indisponibilidade orçamentária” e afirma que “apesar de a universidade ter suspendido os auxílios para os próximos ingressantes, todos os estudantes ainda podem concorrer às diversas bolsas de pesquisa, monitoria e extensão”.

Repórter Ceará – Com informações do Jornal O Povo

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