Home Publicação E se a reforma Trabalhista for boa?

E se a reforma Trabalhista for boa?

Com o título “E se a reforma Trabalhista for boa?” eis a análise do jornalista Cláudio Teran sobre a proposta aprovada ontem, 11, pelo Senado Federal:

Não é fácil emitir opinião sobre a proposta de Reforma Trabalhista aprovada em Brasilia. E só o tempo dirá se de fato foi boa ou ruim para o país. Mas ela é histórica por uma série de aspectos.

Vamos lembrar por muito tempo o papel ridículo das senadoras, uma delas ré na Lava Jato, querendo impor à força, na marra a vontade delas.

O ato truculento vai contra tudo o que as mulheres reclamam no que tange ao tratamento. E, pior, a atitude não serviu para nada e fica como um símbolo da falta de proposta melhor por parte da oposição.

Ou será que Eunício foi mais truculento ao decidir apagar a luz de quem agiu ‘apagando’ o regimento do Senado da República? Os tempos são outros. Não adianta só ser contra.

Qual é a ideia alternativa? Se formos partidarizar, um dia FHC do PSDB e Lula do PT tentaram fazer esta mesma reforma! Não conseguiram. Ah mas o Temer não vale nada. Mas ele já arguiu que os presidentes anteriores também estavam conscientes da necessidade de promover a reforma. Dilma também tentou…

A Reforma Trabalhista não vai acabar com direitos adquiridos como décimo terceiro salário e nenhum outro assegurado pela Constituição.

E pode ajudar a elevar a produtividade, e se assim for, mais oportunidades de emprego. E hoje neste país os desempregados são 14 milhões!

Com o mercado de trabalho ampliado pode crescer o poder de negociação, E se os custos diminuírem para todos é sim possível que no médio e no longo prazo surjam mais empregos. Quem aposta que não?

CONTRA FATOS…
A CLT tem 74 anos. Ela protege o trabalhador, assim como também
deixa de beneficiar mais de trinta milhões de operários
que não gozam dos direitos previstos lá.

Dois exemplos: os informais e os que trabalham por conta própria. Com a reforma surge a chance de legalização para estes dois segmentos.

O acordo coletivo sobre a legislação é uma polêmica, sem dúvida, já que não estamos acostumados com isso.

Nem faz parte da nossa cultura. Mas nós assimilamos há muito tempo a dinâmica do mercado de trabalho atual, ou quem está empregado não estaria nele.

E quem está nas empresas sabe que acordos entre patrões e empregados podem resolver questões como banco de horas; jornada de trabalho; intervalos; troca no dia do feriado (se houver necessidade) e
participação nos lucros.

Mas e se o tempo do almoço diminuir? Mas e isso vai ou não ser decidido numa boa conversa? Talvez o tempo até aumente, quem sabe?

HÁ CONTROVÉRSIAS? OU NÃO?
Temos 11 mil sindicatos no país. Muitos vivem às custas do Imposto Sindical que o trabalhador é obrigado a pagar, mesmo que o sindicato
não o represente nem sirva para nada.

Nos EUA só têm 200 sindicatos e lá o país é bem maior, são 55% de americanos a mais que brasileiros. E não existe essa de “imposto sindical”.

Com a contribuição sindical voluntária, os sindicatos que tratem de conquistar de verdade os trabalhadores. Terão que atuar de fato para defende-los, e assim com credibilidade poderão justificar pelo convencimento o pagamento da contribuição.

A intenção maior da reforma trabalhista é aliviar a carga das pequenas e médias empresas, já que são elas que geram mais empregos no Brasil.

DETALHE DO DETALHE…
Estamos falando do setor privado. O setor público não será atingido, e infelizmente vai continuar custando caro ao brasileiro, sem dar em troca os bons serviços que a gente deveria ter.

Servidor público têm privilégios que ninguém no setor privado possui. Os efetivos, por exemplo, não podem ser demitidos. Em nada disso a Reforma vai mexer. Vai dar certo? Não sei. O tempo dirá.

Atualmente o que o tempo já diz é que atitude como a das senadoras de marmita ocupando a Mesa do Senado é coisa não só ridícula como incabível no que tange ao convívio democrático.

E ironicamente temos um empate técnico pois ninguém pode assegurar que vai dar certo, mas quem tem certeza que vai dar errado?

Repórter Ceará

Deixe seu comentário:

Please enter your comment!
Please enter your name here