Home Publicação Família denuncia supostos abusos policiais durante operação em Fortaleza

Família denuncia supostos abusos policiais durante operação em Fortaleza

Nesta terça-feira, 10, uma família da comunidade do Dendê, em Fortaleza, denunciou suposto caso de abuso de poder por parte dos policiais militares que realizaram a Operação Justa no local, na última quinta-feira, 05.

Conforme os moradores, os agentes arrombaram portas, xingaram e agrediram pessoas, como também, obrigaram uma jovem de 17 anos, a ficar nua quando foi revistada, segundo a relato da mesma.

“Quando [os policiais] chegaram lá no [meu] quarto, pediram para eu ficar nua para dar conta de uma bateria e dar conta de drogas. Só quando eu fiquei nua foi que me liberaram. Começaram a me chamar de mentirosa, me esculhambaram e falaram palavrão comigo”, disse a adolescente.

Uma familiar da adolescente afirmou que os policiais arrombaram a porta ainda na madrugada, às 4h da quinta-feira. “Eles chegaram arrombando o portão. A minha filha disse ‘mãe, a polícia!’. Eu perguntei ‘o que é isso?’; aí, ‘é a polícia. Nós viemos atrás do seu filho’. Eu disse que ele não estava aqui. Eu não sei cadê ele. ‘Você tá mentindo, sua sem vergonha’. Eu fui xingada”, diz.

Uma outra moradora da comunidade do Dendê relata que esta foi a quarta vez em que os policiais entraram nas residências de forma violenta. “A lei é bem clara: diz que só pode entrar em uma residência, mesmo com o mandado de uma juíza, das 6h às 18h. Fora disso não pode. Não temos culpa de que o Anderson deve à Justiça, nós também somos vítimas dele. Não somos criminosos.”

Os moradores denunciaram o caso em um boletim de ocorrência e realizaram exame de corpo de delito, para colherem provas da agressão supostamente envolvendo policiais.

A denúncia chegou ao Ministério Público, que enviou uma cópia do documento à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), responsável pelos agentes de segurança no Estado; e à Controladoria Geral de Disciplina (CGD), que investiga crimes envolvendo policiais.

A SSPDS afirmou que a investigação das supostas agressões seria de responsabilidade da CGD.

Repórter Ceará com G1-CE

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