O ex-governador do Estado e pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, não assinou nem respondeu ao pedido de assinar o manifesto “Eleição sem Lula é Fraude”, lançado em 19 dezembro de 2017 em defesa do ex-presidente. O documento é iniciativa do projeto Brasil Nação, do qual Ciro é integrante.
A iniciativa tem à frente nomes como o compositor Chico Buarque e o escritor Raduan Nassar. Os ex-presidentes Pepe Mujica, do Uruguai, e Cristina Kirchner, da Argentina, assinaram o documento. Pré-candidata a presidente, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) disse que irá aderir. Cogitado para concorrer, Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), endossou a iniciativa. As adesões passam de 100 mil.
O ex-governador cearense dá sinais ambíguos em relação a Lula. Embora tenha dado sinais de que defende o ex-presidente, no mês passado ele foi na contramão do manifesto edefendeu celeridade na decisão Judicial sobre Lula: “Justiça boa é Justiça rápida”, o que irritou petistas.
Em 2016, ele chegou a dizer que não seria candidato contra Lula. Recentemente, mudou de posição. Em 2017, afirmou não crer que o petista será candidato, mas disse torcer para que ele não seja condenado.
Pelas pesquisas, Ciro se favorece do cenário de disputa sem Lula. No último Datafolha, o pedetista chegou a no máximo 7% nos cenários com o petista. Já nas simulações sem Lula, ele atinge 13% e teria chance de ir ao segundo turno.
Repórter Ceará com O Povo Online



