Durante participação no programa Ponto de Vista, da Canudos FM 106,7, ouvintes relataram uma série de dificuldades na saúde do município.
O ouvinte, Antonio Filho, que reside em Quixeramobim e estava a trabalho em Fortaleza, relatou que sua esposa levou a filha na última segunda-feira, 2, para receber atendimento no Hospital Regional Dr. Pontes Neto, e segundo ele, não gostou da forma como foi tratada pelo médico de plantão que não teve seu nome divulgado.
Conforme Antonio, sua filha estava com diarréia e o médico receitou soro caseiro, mas sua esposa alegou que a menina não tomava aquele remédio e segundo ele a resposta do profissional foi “se vire”. “A função dele é orientar as pessoas e como o governo cobra imposto da gente, temos o direito de cobrar bom atendimento”.
Um ouvinte encaminhou a imagem acima, mostrando a situação “deplorável” que se encontra as cadeiras da medicação: sujas e deterioradas. A situação foi relatada por outra ouvinte, que preferiu não se identificar: “O Hospital está precisando de uma limpeza e de profissionais que trabalhem para receber bem os seres humanos. Tratam as pessoas muito mal. Ao chegar na unidade e perguntarmos pelo médico, os funcionários dizem que o mesmo está atendendo outras pessoas, e as crianças ficam do lado de fora com febre e a gente tem que ameaçar pra irem chamar o profissional. Ficam fazendo hora para chamar o médico […] A gente vê sangue nas paredes”, disse.
Já a ouvinte Scolástica, da comunidade de Olho D’Agua, cobrou o retorno do atendimento no Posto de São José, ADS 13. “A gente vai fazer um exame não tem médico, chega para fazer um tratamento nos dentes não tem dentista, e quando tem profissional, não tem material. Saio 4 horas pra pegar a ficha, 7 horas a atendente chega e diz que não tem prevenção porque não tem material”, relatou.
Repórter Ceará
