Home Publicação Clébio está falando a verdade? – 01.08.2018

Clébio está falando a verdade? – 01.08.2018

Após a notícia do fechamento da Emergência do hospital infantil de Quixeramobim causar uma enorme repercussão negativa, o prefeito Clébio Pavone resolveu conceder uma entrevista a uma rádio local com o objetivo de apresentar a versão da prefeitura sobre o ocorrido. Mas na ocasião, o senhor prefeito falou, falou e não disse quase nada.

De acordo com Clébio, a prefeitura repassa mensalmente para o hospital infantil cerca de R$ 120 mil, o que é verdade. Mas esse valor é utilizado para cobrir os gastos com medicamentos, manutenção dos aparelhos, material de primeira necessidade e o pagamento da folha dos demais funcionários que ali trabalham, dentre eles os médicos que atendem as crianças que ficam internadas.

Mas por outro lado, é preciso lembrar que o que está em discussão não é o valor dos repasses feitos, mas a retirada de médicos que atendem na emergência do hospital com o pretexto de cortar gastos para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas isso Clébio esqueceu de mencionar porque ele bem sabe que não é invenção da imprensa muito menos da direção do hospital infantil.

O site Repórter Ceará divulgou na tarde de ontem os dois ofícios enviados ao Ministério Público pela secretária de Saúde e pela chefe do gabinete do prefeito, fornecendo as explicações cobradas sobre a medida adotada pela prefeitura. Nos dois documentos, a gestão Pavone afirma de forma expressa que os médicos foram afastados do hospital infantil para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

De duas, uma: Ou a secretária de Saúde e a chefe do gabinete do prefeito mentiram para o Ministério Público, ou Clébio usou os microfones do rádio para mentir para a população.

O primeiro passo para a mudança é reconhecer os próprios erros. O que o prefeito fez na manhã de hoje foi tirar o corpo fora e tentar negar o inegável. Se quer cortar gastos, que se comece pelos combustíveis, pelo material de gabinete e pelos lanches da Secretaria de Educação. Retirar os médicos que atendem as nossas crianças é uma medida que, além de irresponsável, é muito cruel.

Repórter Ceará

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