A carreira política do ex-juiz Sérgio Moro, caso queira disputar cargos públicos nas próximas eleições, pode alguns obstáculos em razão da discussão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a abertura de processo disciplinar contra o futuro ministro da Justiça em razão de ter deixado seu cargo na 13ª vara de Curitiba.
A informação, tratada pela Coluna Radar, da Folha de S.Paulo, ainda aborda que a lei sobre inelegibilidades veda a candidatura de “magistrados e membros do Ministério Público (…) que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de oito anos”.
No próximo dia 11, o colegiado analisará se o trabalho de Moro como juiz da Lava Jato deverá prosseguir, mesmo após pedir do cargo para assumir um Ministério no governo de Bolsonaro, a pedido do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins.
Se o CNJ decidir instaurar procedimento contra o ex-juiz, será aberto um flanco para ataques a uma eventual candidatura do ex-juiz, afirmam alguns integrantes.
Até o momento, Moro nega interesse em disputar eleições. Antes de aceitar o convite para integrar a equipe de Bolsonaro, ele descartou a possibilidade de ocupar cargo político várias vezes.
Repórter Ceará




