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Feira de café em Minas gera negócios de R$ 50 milhões

Belo Horizonte_MG, 22 novembro de 2019nnSIC - Semana Internacional do CafennImagem: NITRO Historias Visuais

Terminou na noite dessa sexta-feira, 22, no pavilhão do centro de convenções Expominas em Belo Horizonte (MG), a sétima edição da Semana Internacional do Café (SIC), a principal feira de negócios na América Latina da cadeia produtiva do café, e uma das cinco mais importantes que ocorrem no mundo.

A estimativa dos organizadores é que a SIC tenha viabilizado negócios que totalizam R$ 50 milhões, e envolvem insumos (máquinas, defensivos agrícolas, ferramentas) e atividades (torrefação, classificação de amostras, empacotamento e barismo), ou seja desde a lavoura até o balcão onde é servida a xícara de café, passando pelas prateleiras dos supermercados.

Mais de 22 mil pessoas estiveram no local entre a última quarta-feira, 20, e ontem, sendo 2 mil visitantes oriundos de 40 diferentes países. Esse público pode percorrer os estandes de 220 de pequenas, médias e grandes empresas que participaram do evento (20% a mais que em 2018) e participar de 25 eventos que ocorriam diariamente.

Nesta edição no pavilhão do Expominas, a concentração era de empreendedores mineiros, mas também havia expositores paulistas, capixabas e fluminenses e de outros estados fora da Região Sudeste (Bahia, Paraná e Rondônia).

Entre as empresas desses sete estados, vieram fazer negócio em Belo Horizonte desde fabricantes de máquinas colheitadeiras até fornecedores de equipamentos para baristas, que preparam expressos e outros tipos de café em restaurantes e cafeterias. Além do café para beber, era possível comprar cosméticos feitos de componentes do grão e, também, peças de artesanato para servir a bebida ou decorar a casa.

“É a única feira no Brasil que tem essa característica de falar com todos os setores da cadeia produtiva” explica a curadora da SIC, Mariana Proença. Segundo ela, a feira tem produção coletiva, oferta diversificada de produtos e público de origem global, mobilizados pelo mundo paralelo do café.

Na avaliação de Breno Mesquita, presidente da Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação Brasileira de Agricultura e Pecuária), a Semana Internacional do Café assume a cada edição função mais estratégica para a criação de alternativas para a venda do produto. “A gente está construindo com bases um outro setor de comercialização. Na pegada direta com compradores nacionais e internacionais, o produtor vira protagonista”. Para Breno, a ponte protege da volatilidade do mercado e da especulação das bolsas de valores que negociam commodities.

Repórter Ceará (Foto: Semana Internacional do Café/NITRO)

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