Três pessoas foram indiciadas no inquérito policial instaurado pela Polícia Civil sobre a tragédia do Edifício Andrea, que desabou no dia 15 de outubro, em Fortaleza. O caso ocorreu no Bairro Dionísio Torres. A informação é do Portal G1.
No inquérito, mais de 40 pessoas foram ouvidas, entre sobreviventes e testemunhas. Os indiciados foram dois engenheiros e um pedreiro. A medida foi baseada no artigo 29 da Lei das Construções Penais, que consiste em “provocar o desabamento de construção ou, por erro do projeto ou na execução, dar-lhe causa”. Além disso, os profissionais no artigo 256 combinado com artigo 258 do Código Penal Brasileiro, por “causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou do patrimônio de outrem, podendo a pena aumentar pela metade em razão das mortes e da lesão corporal de natureza grave”.
O advogado dos engenheiros e o pedreiro, Breno Almeida, informou que vai se “inteirar sobre as informações do laudo” e não se manifestará agora.
No desabamento do edifício, nove pessoas morreram e outras 7 foram resgatadas com vida. O trabalho foi realizado dentro de cinco dias e envolveu centenas de bombeiros e voluntários. O prédio tinha começado a passar por reparos estruturais um dia antes da queda, segundo os moradores.
O inquérito foi instaurado no mesmo dia do ocorrido e ficou a cargo do 4º Distrito Policial, no Bairro Pio XII. Quatro colunas chegaram a passar por intervenção, conforme o depoimento de Anita Grazielle Rodrigues, filha da síndica do condomínio, Maria das Graças Rodrigues, que não resistiu ao colapso da estrutura.
Repórter Ceará (Foto: Camila Lima/SVM)






