O Ceará já registrou, neste ano, 5.738 casos de dengue, 549 de chikungunya e 54 de zika vírus. A informação foi divulgada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) através de boletim epidemiológico. Como forma de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, a pasta realiza o bloqueio da transmissão da dengue em 26 bairros de Fortaleza, que já registrou 1.607 casos da doença.
Ao todo, serão três ciclos de pulverização. O primeiro acontece até esta sexta-feira, 17; o segundo ciclo, de 20 a 24 de abril e o terceiro, de 27 de abril a 1 de maio.
A pulverização será feita em 4.300 quarteirões, com a aplicação de 118 ml de inseticida por área. O objetivo é fortalecer o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.
O controle químico do mosquito é feito com inseticidas fornecidos exclusivamente pelo Ministério da Saúde (MS). Os produtos devem ser utilizados somente em situações de emergência, de forma racional e segura.
O produto tem uma ação eficaz quando está em suspensão no ar. Com a ventilação a uma velocidade de 6 km/h, a ação do inseticida dura de 40 minutos a uma hora e meia. O fumacê é utilizado para matar o mosquito na fase adulta e impedir que ele se reproduza.
O inseticida lançado pelo fumacê não mata as larvas do Aedes aegypti que estão em locais como caixas d´água, potes, baldes, pneus, lajes e bandejas de geladeiras. Por isso, é necessário manter os quintais sempre limpos e recolher todos os objetos que acumulam água.
A limpeza deve ser feita pelo menos uma vez por semana. Quando entram em contato com a água, os ovos depositados pela fêmea podem virar larva, pupa e depois um mosquito adulto em apenas oito dias.
Repórter Ceará
