Também são pedidas as imagens de todas as câmeras do circuito interno dos prédios do Ministério da Justiça, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto.
Segundo a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), os depoimentos e análises de provas podem possibilitar conexões de novos fatos. Ainda explica que a convocação de Bolsonaro será definida conforme o decorrer das investigações.
“É o andar da CPMI que dirá se ele [Bolsonaro] virá ou não. Nós estamos trabalhando com a devida responsabilidade, eu deixei isso muito claro durante cada detalhe do nosso plano de trabalho. Agora nós vamos receber inquéritos, nós vamos ter oitivas, e eu acredito que nas próximas semanas nós teremos de fato um parâmetro melhor [para saber] se ele será de fato convocado ou não”, disse Eliziane.
Um requerimento apresentado pela oposição, porém, foi retirado da pauta pelo presidente da comissão, o deputado Arthur Maia (União Brasil-BA).
O documento pedia acesso a todos os inquéritos que estão no STF sobre as pessoas que atacaram os prédios públicos. O objetivo era saber a identidade e as informações de cada investigado.
Maia citou que se reunirá com o ministro Alexandre de Moraes, que é relator dos casos, para tratar sobre o assunto.
“Esses pedidos vão dar substância, inclusive para que possamos inquirir melhor os convocados. E também a convocação e o convite de cerca de 40 pessoas e isso, sem dúvida, dá um ponta pé inicial nas investigações propriamente ditas. O ministro [Alexandre de Moraes] está realizando um inquérito e, por motivos que naturalmente ele tem, manteve em sigilo de Justiça alguns desses [documentos]”, citou o presidente da CPMI.
“Obviamente que ele tem esses motivos e eu quero, antes de simplesmente solicitar a divulgação de algo que é sigiloso […], conversar com ele e entender as razões para que possa fazer tudo em comum acordo. A investigação que está sendo feita na CPMI e a investigação que está sendo feita no STF não são inimigas, elas podem se complementar. Uma ajudará a outra”, prosseguiu.
Repórter Ceará – CNN (Foto: Pedro França/Agência Senado)