As eleições deste ano têm se destacado negativamente pela quantidade de ataques pessoais e mentiras disseminadas pelos candidatos. Como disse o colega jornalista Chagas Vieira, já pode se configurar como um dos pleitos de nível mais baixo da história. A política cearense, que deveria ser pautada pelo debate de ideias e propostas, tem sido substituída por uma verdadeira batalha de desonestidade e falta de caráter.
Um bom exemplo dessa degradação moral é a recente postura de Ciro Gomes (PDT). Nas últimas eleições presidenciais, ele criticava duramente Bolsonaro, posicionando-se como um político diferente, acima das práticas sujas que ele mesmo condenava. No entanto, Ciro e seus aliados (Roberto Claudio, Élcio Batista, etc.) têm dividido palanque com figuras da extrema-direita, como Carmelo Neto (PL) e Glêdson Bezerra (Podemos), pelo Cariri cearense.
Esse tipo de aliança revela um aspecto preocupante do pragmatismo político: a ideia de que vale tudo pelo poder. A coerência ideológica e a integridade parecem estar sendo deixadas de lado em nome de alianças momentâneas. Vários políticos têm adotado estratégias semelhantes, mudando de lado conforme a conveniência, traindo os princípios que um dia defenderam (nas eleições passadas).
A mídia, os formadores de opinião e os próprios cidadãos têm um papel fundamental na fiscalização e denúncia dessas práticas. A democracia só se fortalece com transparência e ética, e é nosso dever exigir isso de nossos representantes.




