Home 1 Minuto com Sérgio Machado A Enel e o clamor dos cearenses: um contrato que não convence

A Enel e o clamor dos cearenses: um contrato que não convence

A preocupação central dos cearenses é clara: a quem interessa a permanência da Enel no Estado? Certamente, não à população que depende de seus serviços

Foto: Divulgação

A insatisfação dos consumidores cearenses com os serviços prestados pela Enel Distribuição Ceará não é um fenômeno isolado. A recente enquete realizada pelas rádios Campo Maior AM 840 e Canudos FM 106,7, além das plataformas do Sistema Maior de Comunicação e da SerTão TV, revelou um dado alarmante: não apenas houve uma grande participação popular, mas também um posicionamento quase unânime contra a renovação do contrato da concessionária.

O resultado é um reflexo de uma insatisfação latente, que não se resume a meros transtornos ocasionais. As queixas contra a Enel envolvem a qualidade da distribuição de energia, os constantes apagões, os valores elevados nas faturas e um atendimento ao consumidor que, para muitos, é visto como ineficiente e burocrático. E não se trata apenas do Ceará: em outros estados onde a empresa opera, também se acumulam críticas semelhantes.

A preocupação central dos cearenses é clara: a quem interessa a permanência da Enel no Estado? Certamente, não à população que depende de seus serviços. Quando um contrato dessa magnitude está em jogo, é imprescindível que o interesse público seja a prioridade, não apenas os interesses econômicos de uma concessionária.

Além disso, o debate sobre a concessão da Enel deve ser ampliado. Qual seria a melhor solução para garantir um fornecimento de energia confiável e eficiente no Ceará? Uma nova empresa assumiria esse compromisso com mais responsabilidade? A reestatização da distribuição é um caminho viável? Esses são questionamentos fundamentais que precisam ser feitos antes de qualquer decisão definitiva.

A manifestação popular contra a Enel é um alerta. Os gestores e autoridades responsáveis pela renovação do contrato não podem ignorar a voz das ruas e as reivindicações da população. Mais do que nunca, é preciso que a transparência e o compromisso com o bem-estar dos consumidores estejam no centro desse debate. Afinal, não se trata apenas de um contrato: trata-se do direito fundamental ao acesso a um serviço essencial.

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