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PF abre inquérito para investigar possível ação coordenada de influenciadores contra o Banco Central no caso Master

Inquérito apura denúncias de propostas para defender o Banco Master após liquidação da instituição financeira

Foto: Divulgação

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar denúncias de que influenciadores digitais teriam sido abordados para produzir conteúdos em defesa do Banco Master e em ataque ao Banco Central (BC), órgão responsável por decretar a liquidação da instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro no fim de 2024. A apuração busca identificar se houve pagamento, articulação coordenada e eventual tentativa de desinformação.

As denúncias vieram a público após influenciadores alinhados à direita, como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, relatarem que receberam propostas para publicar vídeos e postagens questionando a decisão do Banco Central. Segundo eles, a narrativa sugerida apontava que o BC teria agido de forma precipitada ao determinar o encerramento das atividades do banco.

As informações foram reveladas inicialmente pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no Portal G1. De acordo com o que foi apurado, os conteúdos deveriam reforçar argumentos favoráveis ao Banco Master e levantar dúvidas sobre a atuação da autoridade monetária.

A GloboNews identificou que, no mesmo período, outros influenciadores publicaram mensagens com teor semelhante nas redes sociais. Juntos, esses perfis somam mais de 36 milhões de seguidores apenas no Instagram, o que levantou suspeitas sobre uma possível atuação organizada.

A defesa do Banco Master afirmou que não tem conhecimento sobre qualquer contratação de influenciadores para promover ataques ao Banco Central ou à sua atuação institucional.

A movimentação nas redes sociais também foi acompanhada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A entidade informou que identificou, no fim de dezembro, um volume incomum de publicações citando a federação e seus representantes, relacionadas diretamente ao caso da liquidação da instituição financeira.

Segundo a Febraban, está em análise se esse conjunto de postagens pode caracterizar um ataque coordenado. A entidade destacou ainda que, nos últimos dias, houve uma redução significativa desse fluxo considerado atípico.

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