Há uma expectativa positiva tanto entre integrantes da Câmara dos Deputados quanto no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reunião prevista para a manhã desta sexta-feira, 17, que tratará do avanço da proposta de fim da escala 6×1.
Representantes dos dois lados consideram que os diálogos iniciais ajudaram a reduzir a disputa política em torno da autoria da medida, abrindo espaço para um possível entendimento entre o projeto de lei do Executivo e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já está em tramitação na Câmara.
O encontro será conduzido pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nos bastidores, a avaliação é de que a PEC deve concentrar os esforços, enquanto o projeto de lei ficaria como alternativa caso haja dificuldades na tramitação da emenda.
Até aqui, a disputa por protagonismo, impulsionada pelo potencial eleitoral da proposta, tem marcado as negociações. Avaliações internas indicam que o envio do projeto pelo governo já garantiu visibilidade à iniciativa, enquanto o Congresso tende a assumir o papel decisivo na definição do formato final.
Apesar do cenário mais favorável, ainda há entraves. Um dos principais desafios será garantir que a PEC seja aplicável na prática, diminuindo resistências dentro do Parlamento. Como sinalização, o governo indicou a possibilidade de adotar uma regra de transição para viabilizar a mudança.
Outro ponto sensível envolve os impactos sobre o setor produtivo, tema que ainda divide opiniões. Parlamentares defendem a necessidade de medidas compensatórias, como desonerações para segmentos afetados. Já no governo, essa alternativa gera preocupação, e o próprio Guimarães já se posicionou contra esse tipo de estratégia.
