O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) declarou, nesse sábado, 25, que deve definir até a metade de maio se entrará na disputa pela Presidência da República em 2026 ou se concorrerá ao Governo do Ceará. A fala ocorreu em São Paulo, pouco antes de um evento que reuniu pré-candidatos do partido ao Legislativo.
Na primeira aparição pública após o convite feito por Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, para liderar uma possível candidatura presidencial, Ciro afirmou estar desgastado com a política nacional. Ele disse que só considera voltar à disputa diante do que enxerga como um cenário grave para o país, tanto na economia quanto nas instituições.
O ex-ministro relembrou sua trajetória nas eleições presidenciais e mencionou frustrações recentes, afirmando ter se sentido prejudicado no último pleito. Mesmo assim, destacou que analisa o convite por consideração à legenda e pretende tomar uma decisão em breve.
Ciro já disputou a Presidência quatro vezes e teve, em 2022, seu pior resultado, ficando em quarto lugar. Ainda assim, reforçou que avalia com cautela os próximos passos antes de anunciar sua posição.
Durante o discurso, ele fez críticas ao cenário econômico, apontando altos níveis de endividamento entre famílias e empresas, além de questionar os juros e o crescimento da dívida pública. Para ele, o país enfrenta um quadro financeiro preocupante.
Embora a dúvida inclua uma possível candidatura ao governo estadual, suas declarações focaram principalmente no contexto nacional. Ciro classificou o momento atual como crítico para a estrutura do país e defendeu a necessidade de mudanças, embora tenha demonstrado incerteza sobre seu próprio papel nesse processo.
Ele também questionou o que considera uma polarização artificial na política brasileira, apontando semelhanças entre propostas econômicas de grupos rivais. Além disso, defendeu maior atenção a temas estratégicos, como a exploração de terras raras.
Sobre o Ceará, Ciro afirmou que encontrou um cenário preocupante após as eleições de 2022, com problemas ligados à segurança pública e à atuação do crime organizado. Inicialmente resistente à ideia de disputar o governo estadual, disse ter passado a reconsiderar a possibilidade após pressão de aliados e eleitores, destacando que há espaço para a construção de um projeto político mais amplo no estado.




