A rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) já vinha sendo sinalizada, de acordo com a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, conforme relatos de aliados que fizeram campanha para ele.
Nos bastidores, senadores relataram a um ministro do Supremo que até gostariam de votar a favor de Messias, mas não estavam sendo liberados por Alcolumbre.
O resultado, um derrota histórica para o Planalto, que não via uma rejeição a um nome indicado pela Presidência para o STF há 132 anos, se deu por uma combinação de fatores: traições de última hora, frustração com votos que eram considerados certos e a disputa política-eleitoral pelo Senado.
A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo, tendo como peça-chave o grupo do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro.
A isso se somou a vontade pessoal de Alcolumbre, apoiado dentro do próprio Supremo por ministros que não queriam Messias, entre eles Alexandre de Moraes.
Outro elemento é o cálculo individual de senadores: a expectativa de futuras indicações ao Supremo também pesou. Ainda assim, aliados de Lula afirmam que, mesmo após a derrota, o presidente não deve ceder a esse tipo de pressão na escolha de um novo nome.
Fontes do STF apontam como mais um fator a expectativa sobre delações do caso do Banco Master, com o possível envolvimento de nomes do Centrão, em mais um recado de descontentamento com o governo.
