Um ano após o assassinato do empresário Vinícius Cunha Batista, de 47 anos, o caso ainda não teve a autoria intelectual esclarecida. Morto a tiros no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza, no dia 30 de abril do ano passado, Vinícius teve o nome ligado a uma investigação que segue em andamento na Polícia Civil do Ceará (PC-CE). Até agora, não há definição sobre quem teria ordenado a execução. As informações são do O Povo.
Três policiais militares chegaram a ser presos suspeitos de participação no crime: Rodrigo Aguiar Braga, Wellington Xavier de Farias e Rebeca Julia de Almeida Canuto. Os agentes se tornaram réus na 5ª Vara do Júri de Fortaleza, mas a Justiça ainda não marcou a data do julgamento. Apurações do Ministério Público do Ceará (MPCE) indicam que os suspeitos fariam parte de um grupo de extermínio especializado em homicídios por encomenda, hipótese reforçada pela ausência de ligação direta entre os acusados e o empresário.
Os mesmos policiais também são investigados pela morte da servidora pública Maria Madalena Marques Matsunobu, de 64 anos, executada dentro de casa no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, semanas antes do assassinato de Vinícius. Conforme as investigações, o crime teria sido motivado por uma disputa familiar envolvendo a guarda dos netos da vítima.
Natural de Limoeiro do Norte, Vinícius era dono de uma rádio no Vale do Jaguaribe e sócio de uma empresa de iluminação pública. No dia do crime, ele havia ido a uma panificadora no Luciano Cavalcante para participar de uma reunião. Ao deixar o local e seguir em direção ao carro, foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta preta com placa clonada e acabou baleado em via pública.
Segundo o inquérito, Rodrigo Aguiar conduzia a motocicleta usada na ação criminosa, enquanto Wellington Xavier teria efetuado os disparos. Já Rebeca Julia é apontada como proprietária de um carro identificado por câmeras de segurança circulando em conjunto com os suspeitos horas antes do homicídio. Ela também é citada como companheira de Wellington.
As investigações apontam que o assassinato foi planejado com antecedência. A Polícia Civil identificou monitoramento da vítima, definição de rota de fuga e descarte das roupas utilizadas no crime em uma área de mata no bairro Cidade dos Funcionários. Imagens de videomonitoramento ajudaram a confirmar a participação dos suspeitos, apesar das tentativas de dificultar a identificação com troca de roupas e uso de placa clonada.
Durante o cumprimento de mandados na residência de Rodrigo, investigadores apreenderam a motocicleta que teria sido usada na execução e um bloco de anotações com informações relacionadas à padaria onde Vinícius esteve antes de ser morto. Os suspeitos permaneceram em silêncio durante depoimentos e, conforme o inquérito, recusaram fornecer material biológico para exames genéticos.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que o caso segue sob responsabilidade da 10ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Já o Ministério Público afirma que análises em celulares e equipamentos apreendidos podem ajudar a identificar quem mandou matar o empresário e revelar outros possíveis envolvidos no crime.
