O Governo Federal estuda ampliar novamente a participação do etanol anidro na composição da gasolina. Nesta terça-feira, 9, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que pretende encaminhar ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nas próximas semanas, uma proposta para elevar a mistura obrigatória de 30% para 32%.
A iniciativa atende a uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e surge menos de um ano após a adoção do chamado E30. Em junho de 2025, o CNPE aprovou o aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, medida que passou a valer em agosto do mesmo ano.
A possibilidade de um novo reajuste já havia sido mencionada por Silveira em abril. Segundo o ministro, a proposta ganhou força após reunião com representantes do setor energético e deverá contribuir para ampliar as discussões sobre segurança energética e redução das emissões de carbono no país.
De acordo com o titular da pasta, a ampliação da mistura poderá reduzir a dependência externa de combustíveis. A estimativa é de que cerca de 450 milhões de litros de gasolina deixem de ser importados, fortalecendo a autossuficiência nacional e reduzindo os impactos de oscilações no mercado internacional.
Durante o encontro, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, destacou que o uso do etanol tem contribuído para diminuir os gastos do país com a compra de gasolina no exterior. Segundo ele, desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, a diferença de preços entre os dois combustíveis gerou uma economia bilionária para os consumidores brasileiros.
Gussi também afirmou que o etanol apresenta, em média, valor inferior ao da gasolina nas bombas e avaliou que o aumento da mistura poderá ajudar a reduzir ainda mais os custos para os motoristas. Segundo o dirigente, testes realizados durante a implementação do E30 já demonstraram a viabilidade técnica de uma composição com 32% de etanol.




