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Jaques Wagner tem venda de terreno de R$ 15,8 milhões suspensa após investigação da PF

Em nota, a defesa do senador afirmou que a operação previa a troca do terreno por lotes do empreendimento, além de um pagamento antecipado de R$ 2 milhões

Foto: Alessandro Dantas/AgSenado

O senador Jaques Wagner teve frustrada a tentativa de concluir a venda de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões após um cartório baiano impedir o registro da negociação. A operação imobiliária foi realizada em 19 de junho, um dia depois de o parlamentar ter sido alvo de uma ação da Polícia Federal ligada às investigações sobre o extinto Banco Master.

Na ocasião, por determinação do ministro André Mendonça, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o senador, além da imposição de restrições relacionadas a movimentações econômicas. Em razão da decisão judicial, instituições financeiras, órgãos públicos e cartórios foram comunicados para bloquear eventuais transações patrimoniais em andamento.

Com isso, o 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari, na Bahia, recusou o registro da transferência do imóvel para a empresa Lagoons Empreendimentos, que tem participação societária do Grupo City. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e posteriormente confirmada pela CNN Brasil.

Em nota, a defesa do senador afirmou que a operação previa a troca do terreno por lotes do empreendimento, além de um pagamento antecipado de R$ 2 milhões. Segundo os advogados, o valor foi devidamente declarado e tributado, com recolhimento do imposto sobre ganho de capital. A escritura pública, de acordo com a defesa, havia sido formalizada em maio de 2026, caracterizando a transação como uma permuta imobiliária.

Investigação

A decisão que autorizou a operação da Polícia Federal apontou que os investigadores identificaram indícios de que o parlamentar teria recebido benefícios econômicos indevidos, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e empresas ligadas ao grupo econômico sob investigação.

Os elementos reunidos pela PF mencionam, entre outros pontos, a utilização de aeronaves sem custos, mecanismos de pagamento, concessão de vantagens e aquisições patrimoniais que passaram a ser analisadas no âmbito das investigações. Até o momento, o senador nega irregularidades por meio de sua defesa.

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