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Prazo para aderir ao Novo Desenrola Brasil termina em uma semana; veja quem ainda pode renegociar dívidas

A atual etapa da iniciativa será encerrada no dia 3 de agosto. Após essa data, quem desejar negociar débitos deverá procurar diretamente as instituições financeiras

Foto: Agência Brasil

Os consumidores interessados em renegociar dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, têm apenas mais uma semana para aderir ao programa. A atual etapa da iniciativa será encerrada no dia 3 de agosto. Após essa data, quem desejar negociar débitos deverá procurar diretamente as instituições financeiras.

Nova fase do programa

Lançada pelo Governo Federal em maio, a nova versão do Desenrola reformulou as regras da edição anterior e passou a priorizar a renegociação de dívidas com juros elevados, principalmente aquelas relacionadas ao cartão de crédito e ao cheque especial. A proposta é reduzir o comprometimento da renda das famílias e facilitar a regularização financeira dos consumidores.

Quem pode participar

O programa contempla pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, que possuam dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos.

As negociações são realizadas diretamente com os bancos onde os débitos foram contraídos. Além das dívidas bancárias, contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também podem ser incluídos na renegociação.

Condições oferecidas

Entre as vantagens do Novo Desenrola estão taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90% sobre o valor original da dívida, dependendo das condições de cada contrato.

Outra medida prevista é a possibilidade de saque de até 20% do saldo do FGTS para auxiliar no pagamento dos acordos firmados.

Os abatimentos variam entre 30% e 90%, conforme o perfil da dívida. O prazo para quitar os débitos pode chegar a quatro anos, com possibilidade de início do pagamento após um período de carência de até 30 dias. Assim que o acordo é formalizado, o consumidor deixa os cadastros de inadimplência, desde que cumpra as condições estabelecidas.

Garantia para as operações

Para dar suporte às renegociações, o Governo Federal prevê um aporte de até R$ 9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), destinado a cobrir eventuais inadimplências.

Também está prevista a liberação de R$ 4,5 bilhões do FGTS para trabalhadores que atendam aos critérios do programa e optem por utilizar parte dos recursos na quitação das dívidas.

Restrição para apostadores

Uma das regras do Novo Desenrola determina que quem aderir ao programa ficará impedido de utilizar plataformas de apostas esportivas e jogos online, as chamadas bets, durante um período de um ano.

Ao anunciar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é evitar que pessoas renegociem suas dívidas e continuem comprometendo a renda com apostas.

Endividamento das famílias

Segundo dados do Banco Central, aproximadamente 30% da renda das famílias brasileiras está comprometida com o pagamento de dívidas. O percentual é o maior registrado desde o início da série histórica, em 2005, cenário que motivou a criação da nova etapa do programa de renegociação.

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