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Direção nacional da União Progressista valida apoio da federação à candidatura de Ciro Gomes, anuncia Wagner

Documento assinado pela executiva nacional reafirma a decisão tomada na convenção estadual; ação que pede a anulação da deliberação ainda aguarda decisão da Justiça

Foto: Reprodução

O presidente estadual da Federação União Progressista e candidato ao Senado, Capitão Wagner (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira, 29, que a direção nacional da federação reconheceu como válida a decisão de apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará.

O posicionamento foi formalizado em um documento assinado pelo presidente nacional da federação, Antônio Rueda, e pelo vice-presidente, Ciro Nogueira, e apresentado por Wagner durante entrevista coletiva.

Segundo o candidato, a consulta foi encaminhada à direção nacional para confirmar se a decisão aprovada durante a convenção estadual estava de acordo com o estatuto da federação. “Para que eles dissessem se estava válido”, explicou.

No documento, a executiva nacional afirma que a Convenção Estadual da Federação União Progressista é a instância competente para definir a coligação e a chapa majoritária no Ceará. Por isso, as deliberações aprovadas no encontro permanecem “válidas e obrigatórias” para os partidos que integram a federação no Estado.

“A direção nacional decide, primeiro, quanto à coligação majoritária e à chapa majoritária, esclarecer que a Convenção Estadual da Federação União Progressista constitui a instância competente para formar a vontade eleitoral comum da Federação do Estado, de modo que suas deliberações sobre coligação majoritária e escolha de candidatos aos cargos de governador vice-governador e senador permanecem válidas e obrigatórias”, diz o documento lido por Wagner durante coletiva de imprensa.

A convenção foi realizada no último domingo, 26, e oficializou o apoio à candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Ceará, além das candidaturas de Capitão Wagner ao Senado e de Roberto Cláudio (PSDB) a vice-governador. No dia seguinte, porém, os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas ingressaram na Justiça com um pedido para anular a decisão.

Para Wagner, o entendimento da direção nacional demonstra que “não há qualquer cabimento” na ação judicial. Segundo ele, o estatuto da federação estabelece que, em caso de divergência no Estado, a questão deve ser submetida à executiva nacional.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) deverá analisar, nesta quinta-feira, 30, a disputa envolvendo o posicionamento da Federação União Progressista nas eleições estaduais.

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