O ministro Kassio Nunes Marques pediu a palavra durante o julgamento desta terça-feira, 15) e afirmou que nunca julgou processos relacionados ao Banco Master e que seu filho não prestou serviços nem recebeu pagamentos da instituição.
A manifestação ocorreu após conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro relacionarem o advogado Kevin Marques a um valor de R$ 500 mil. Ao lado do nome do advogado aparece um número de telefone atribuído ao filho de Nunes Marques.
Em mensagem enviada a Vorcaro às 10h41 de 4 de julho de 2025, o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, encaminhou ao banqueiro um arquivo com o nome “Kevin Marques” e um número de telefone, acompanhado da mensagem: “Esse aqui — 500 mil mês — mantém?”
Na sequência, Rennó enviou duas risadas e escreveu, em referência a Kevin: “Esse aqui já era, né?”. Vorcaro respondeu também com “kkkk”.
Em 8 de agosto de 2025, Rennó reenviou a mesma planilha, com o nome do advogado e o valor, e escreveu três mensagens para Vorcaro: “esse aí”, “único meu que faltou” e “foi pago”.
À coluna, Nunes Marques afirmou que o filho nunca trabalhou para o Banco Master e, portanto, não recebeu qualquer valor da instituição. O ministro também disse que não teve acesso ao conjunto de mensagens.
Durante o julgamento, Nunes Marques afirmou: “Em relação a mensagens que circulam desde ontem, nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”.
“Isso é fato, porque o sigilo bancário já foi quebrado.”
O ministro também declarou que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro. “É bom que registre que em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem com Daniel Vorcaro, já esclarecendo alguns fatos”, afirmou Nunes Marques.
Na sequência, o ministro se declarou impedido de participar do julgamento desta terça-feira. Segundo Nunes Marques, a decisão ocorre por ele presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela proximidade com as eleições.






