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PSB expulsa prefeito após cobrança de voto em Flávio Bolsonaro a servidores no Maranhão

Segundo as mensagens divulgadas, o gestor teria condicionado a permanência de funcionários no serviço público ao voto no candidato do PL, com possibilidade de demissão em caso de descumprimento

Foto: Reprodução/Redes sociais

O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda, foi expulso do PSB após a direção estadual do partido analisar mensagens enviadas por ele a servidores municipais nas quais cobrava apoio eleitoral a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária do diretório maranhense da legenda no último sábado, 8.

Segundo as mensagens divulgadas, Bermuda teria condicionado a permanência de funcionários no serviço público ao voto no candidato do PL, com possibilidade de demissão em caso de descumprimento.

Ao justificar a expulsão, o PSB afirmou que a postura do prefeito representa “rompimento com a fidelidade partidária e afronta à autoridade das instâncias”. A legenda também considerou seu posicionamento político contrário às alianças estabelecidas pelo partido para as eleições.

Nacionalmente, o PSB integra a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Maranhão, a sigla apoia Felipe Camarão (PT) na disputa pelo Governo do Estado. Bermuda, por outro lado, já havia anunciado apoio a Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão.

Na resolução, o diretório estadual avaliou ainda que a permanência do prefeito poderia comprometer “a disciplina, a unidade e a autoridade” da legenda.

“Não se está diante de divergência interna ordinária, de manifestação episódica ou de simples opinião pessoal, mas de comportamento que, pela sua natureza e alcance, revela rompimento com a fidelidade partidária e afronta à autoridade das instâncias dirigentes do PSB”, justificou o partido.

O caso ganhou repercussão após reportagem do portal Metrópoles revelar as mensagens encaminhadas aos servidores. Outros registros apresentados pela publicação mostram o prefeito relacionando a continuidade de ações da administração municipal à vitória de candidatos apoiados por ele, além de solicitar apoio político para assegurar recursos destinados ao município.

Após a divulgação do episódio, Bermuda reconheceu, por meio de nota, ter utilizado palavras e tom “inadequados”, mas negou qualquer ameaça, coação ou perseguição a funcionários por causa de preferência política ou voto. Ele também afirmou que nenhum servidor municipal foi demitido, afastado ou sofreu punição por motivos eleitorais.

O prefeito ainda não se manifestou sobre a decisão do PSB de expulsá-lo do partido.

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