A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou para que as investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sejam retiradas do gabinete do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso apura suspeitas de tráfico de influência no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pai de Fábio Luís.
No parecer, a PGR argumenta que os elementos reunidos até agora pela Polícia Federal sobre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger não apontam participação de autoridades com foro por prerrogativa de função. Por esse motivo, o órgão entende que não há fundamento para que essa frente da investigação permaneça no Supremo.
A apuração envolve articulações atribuídas a Roberta junto ao chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além de contatos com o Ministério da Saúde.
Segundo a investigação, essas movimentações estariam relacionadas à tentativa de viabilizar um negócio superior a R$ 600 milhões com o governo federal.
Na avaliação da PGR, o material obtido pela PF até o momento não sustenta a continuidade do caso sob a relatoria de André Mendonça no STF.
A informação sobre o parecer foi divulgada inicialmente pela Folha e confirmada pelo Radar junto a fontes ligadas à investigação.
