O empresário João Carlos Mansur, ex-controlador do grupo Reag, apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de colaboração premiada com informações sobre uma suposta estrutura financeira criada em conjunto com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Segundo os relatos apresentados, o mecanismo teria sido utilizado para ocultar a real situação financeira da instituição bancária e viabilizar o desvio de recursos.
A Reag, que atuava na administração de fundos de investimento, também aparece em outra investigação conduzida pela Polícia Federal. A empresa foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo recursos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigadores estimam que até R$ 1 bilhão possam ter circulado por meio da estrutura investigada.
Em janeiro deste ano, o grupo Reag teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
A apresentação da proposta de delação de Mansur foi divulgada inicialmente pelo UOL e posteriormente confirmada pela CNN. Integrantes da PGR ouvidos sob condição de anonimato avaliam que o material entregue pelo empresário contém informações mais consistentes do que aquelas apresentadas anteriormente por Daniel Vorcaro, cuja tentativa de colaboração não avançou.
Caso a Procuradoria aceite os termos e formalize o acordo, a colaboração ainda precisará passar pela homologação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações relacionadas ao Banco Master.






